quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DO QUERER

Diogo Teixeira, Incredulidade de S. Tomé, 1540-1612
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Aquilo que quero
eu espero
ser mais o crer do que o querer
querer embora tem de ser
no que para crer
se quer ver
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 30 de Setembro de 2010

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

DO TER

Tiffany and Company, New York, 1874
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Tenho minhas palavras
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De resto
ao que venho nada tenho
esteja por vir ou de antanho
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Minhas palavras
meu lenho
esperançoso lastro
tamanho
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The Silver Swan
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 29 de Setembro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DO SER

Jaime Latino Ferreira, Para Lá das Águas, Sintra, Setembro de 2010
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Sejas lá quem fores
quem és tu mais do que eu
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Sê-lo-ás
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Demonstra-mo então já que eu
dando-me e expondo-me assim
neste reflexo para lá das águas
desde há muito
como fortaleza mais o comprovo ser
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 27 de Setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

DA LIBERDADE

Jaime Latino Ferreira, Ondulação Reflexiva, Setembro de 2010
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É em Liberdade que se atestam
verdadeiramente
as nossas convicções
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Podendo optar-se seja em que sentido for
é nela que se põe à prova
estimula e alicerça
a integridade de cada um de nós
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 25 de Setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

DO MILITAR

As minhas palavras
são o meu exército
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A convicção
a minha estratégia
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E a resiliência que dia a dia me acompanha
a táctica que faz estiolar murados e cavadas trincheiras
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Ária
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 23 de Setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PORQUÊS

não há ousadia sem ingenuidade e ambas, se podem melindrar, acabam, no fim, por iluminar
( JLF )
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Porquê este silêncio que sempre se instala no melindre das questões por mim levantadas?
De certa forma, na pergunta aqui feita, pelo melindre a que acresço a ousadia ou ingenuidade (!?), dirão alguns, já estou a responder à pergunta inicialmente feita ...
Mas, na plena posse do meu como do Vosso discernimentos, já imaginastes, em tese e por um ainda que breve momento, o que seria se apenas um, um cidadão e por estes meios, pacíficos, persistentes e resilientes, dando-se assim a sufragar, a avaliar-se publicamente viesse a conquistar, melhor, seduzir o poder do mundo?
O poder democrático do mundo?
Assim e de mãos nuas?
Sem tropas de choque, quaisquer tropas de choque a seu reboque?
Sem cunhas nem favores?
E fundamentando todo o seu percurso?
Num, para mais, expresso e formal compromisso!?
Voluntária e por mão própria de há muito escrito?
Sim, porque será bom que não se escamoteie tudo, mesmo tudo o que me conduziu até aqui, até chegar a esta
síntese poética que não cai assim do céu e se sustenta em toda a doutrina em aberto por mim, de então para cá, desenvolvida?
E que a este blogue, repito, em muito o ultrapassa já, no espaço e no tempo da escrita que transcorre a irromper das prateleiras?
Sim, porquê este silêncio e como interpretá-lo?
Dizei-me então:
Porquê este silêncio?
Para mais, indo eu ao encontro do discurso institucional e das angústias e perplexidades por este recorrentemente levantadas?
E que aos seus destinatários os interpela?
Bastando, para isso, a ele estar atento e a não tomá-lo, na sua carga simbólica, por mera retórica?
Estar-me-á, esse silêncio, a conceder o benefício da dúvida?
Não terei eu o legítimo direito a ele?
E instalando-se, o silêncio, não me estará ele a dar passagem?
Dizei-me uma vez mais:
Porquê este silêncio?
Permanecendo então instalado não terei eu, como os demais que pelo mérito se afirmam, direito, pleno direito ao reconhecimento?
Dizei-me pois:
Porquê este silêncio?
Que direito Vos assiste em, pela eventual omissão, persistirdes em me escamotear, omitir e quando não, a ostracizar?
Não será, quantas vezes (!?), disso mesmo que se trata?
E, já agora, que direito me assiste em passar sem pedir licença e sem dela, do direito a passar ter o expresso e formal consentimento?
É tudo uma questão de Educação, pedir passagem, dar passagem, responder e reconhecer ...!
Bem como saber esperar ...!
E não tenho sabido esperar!?
Porquê este silêncio?
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aos destinatários que persistem em à minha Obra não responder expressa e formalmente bem como àqueles que insistem em omiti-la e em escamoteá-la
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Iluminada Fantasia
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 21 de Setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

GLOBAL

o perdão é o ornamento da coragem
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Imperador
imper actor
imprescindível plural
aquele que por seus meios
se distingue no real
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Realidade frontal
que instila e potencia
institucional
democrático
representação fulcral
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Que a este o reanima
da cidadania central
sem a qual
resta afinal
a força do bestial
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Sem a qual
espinha dorsal
se impõe
o ter total
antónimo de Ser global
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Que ao um no zero Real
reconcilia em sinal
de vibração
percutida
da sombra até ao astral
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também à imagem de Gandhi, nos mais de vinte e um anos de resiliência pacífica que aqui,
pela musicalidade feita de actos e de palavras, neste meu blogue, se expõem na continuidade do que vem de trás, congruente e inamovivelmente empenhado desde muito antes do seu início
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... we had enough of wars ...
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Belo
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 19 de Setembro de 2010