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Repego pela mais positiva as Palavras da Manuela, da caixa de comentários da página anterior, e escrevê-las-ia começando assim:
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Sou como um junco
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que navega bem
em águas cristalinas
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( ... )
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Sou como um junco
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que navega bem
em águas cristalinas
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( ... )
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E permaneço por aqui nada arrependido das palavras que, em ascese mayor, como o escreveu na mesma caixa Intemporal, dirigi ao Presidente Hu neste Seu segundo dia de visita a Portugal.
Para todos os efeitos, merecedor que entendo delas o ser, Hu Jintao é o Presidente do Povo Chinês que entre nós em visita se faz representar ...
E assim Lhe diria, olhos nos olhos, tudo o que aqui ou onde quer que seja, de meus lábios transporto no coração.
Diplomaticamente, polida e frontalmente, com transparência, como tudo pode ser dito e assim se o saiba fazer sem hipocrisias nem duplas faces, sem esconder pedras nas mãos prontas a arremessar pelas costas ou na primeira ocasião!
E no reconhecimento explícito da importância desta visita que se aos olhos dos comuns poderá não ter nada ou muito de especial, reflectir, apenas, um sinal de capitulação, mas onde pelo que se diz e como se diz mais não revela do que a salvaguarda de uma autonomia que se preserva, mais, de um desafio positivo que se lança (!), para lá da importância que a visita irremediavelmente traduz ...
Pois se a China estará interessada em investir neste país, sinal dos tempos, quem não o poderá, com este sinal, vir a estar!?
E que reflexos não o terá para este povo, o português e no contexto global!?
E que reflexos não o terá também para o povo chinês, na determinação resoluta que nesta postura, determinado me move!?
A Realpotitik, nos dias que correm, não reside num discurso de dupla face e esse, esse é que é gerador de desconfiança ...
... desconfiança essa, em que tanto se especializaram escolas de políticos, que já não engana ninguém, como se vê ... nem muito menos os mercados!
Sinal dos tempos ...!
Corro um risco, pois corro, mas esse risco é sinal de coragem.
E a coragem é sempre apreciada por homens por muito frios que nos pareçam mas igualmente corajosos ...!
E assim Lhe diria, olhos nos olhos, tudo o que aqui ou onde quer que seja, de meus lábios transporto no coração.
Diplomaticamente, polida e frontalmente, com transparência, como tudo pode ser dito e assim se o saiba fazer sem hipocrisias nem duplas faces, sem esconder pedras nas mãos prontas a arremessar pelas costas ou na primeira ocasião!
E no reconhecimento explícito da importância desta visita que se aos olhos dos comuns poderá não ter nada ou muito de especial, reflectir, apenas, um sinal de capitulação, mas onde pelo que se diz e como se diz mais não revela do que a salvaguarda de uma autonomia que se preserva, mais, de um desafio positivo que se lança (!), para lá da importância que a visita irremediavelmente traduz ...
Pois se a China estará interessada em investir neste país, sinal dos tempos, quem não o poderá, com este sinal, vir a estar!?
E que reflexos não o terá para este povo, o português e no contexto global!?
E que reflexos não o terá também para o povo chinês, na determinação resoluta que nesta postura, determinado me move!?
A Realpotitik, nos dias que correm, não reside num discurso de dupla face e esse, esse é que é gerador de desconfiança ...
... desconfiança essa, em que tanto se especializaram escolas de políticos, que já não engana ninguém, como se vê ... nem muito menos os mercados!
Sinal dos tempos ...!
Corro um risco, pois corro, mas esse risco é sinal de coragem.
E a coragem é sempre apreciada por homens por muito frios que nos pareçam mas igualmente corajosos ...!
As águas do rio em que como junco eu navego são, faço por que sejam cristalinas!
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no segundo dia da visita do Presidente Hu a Portugal
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 7 de Novembro de 2010
Estoril, 7 de Novembro de 2010





