chat noirTenho do peixe a vontade de nadar
do urso polar
gana de sobreviver
do pássaro
o impulso de voar
do insecto
laborioso torcer
dos extintos
memorioso larvar
tenho do que não sei
a intuição de crescer
De meu irmão
a distância que aproxima
Tenho o pólen de uma flor
uma cidade com cor
De uma estátua
sou pedra
um sedimento que medra
Tenho o Mundo a sofrer
a gritar
por querer ser
Tenho a vontade de escrever
aqui
no que se pinta
ou fotografa sem ver
Eu sou um filme a correr
Tenho
na música
o instinto a ferver
no que se pinta
ou fotografa sem ver
Eu sou um filme a correr
Tenho
na música
o instinto a ferver
de nada ter a perder
Minha emoção a cantar
Tenho
se tenho o lazer
que me faz ser peixe
urso
um pássaro
uma flor
pó de um afecto
insecto
Minha emoção a cantar
Tenho
se tenho o lazer
que me faz ser peixe
urso
um pássaro
uma flor
pó de um afecto
insecto
ou um extinto dejecto
estrela polar
o que não sou ou serei
música que sempre darei
e quando escrevo bem sei que por escrever te encontrei
Meus lábios são lábios de sonho
neste cântico em que os ponho
se sou rico saberei
que é por saber que te os dei
dois dias passados sobre esta publicação, hoje, dia 11 de Fevereiro,
na demissão de Mubarak, dedico este poema à libertação de um povo e acrescento:
que eu não tenha, de hoje em diante, que esconder o meu rosto, a minha boca, aquilo que penso
Debussy, Reverie
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 9 de Fevereiro de 2011
o que não sou ou serei
música que sempre darei
e quando escrevo bem sei que por escrever te encontrei
Meus lábios são lábios de sonho
neste cântico em que os ponho
se sou rico saberei
que é por saber que te os dei
dois dias passados sobre esta publicação, hoje, dia 11 de Fevereiro,
na demissão de Mubarak, dedico este poema à libertação de um povo e acrescento:
que eu não tenha, de hoje em diante, que esconder o meu rosto, a minha boca, aquilo que penso
Debussy, Reverie
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 9 de Fevereiro de 2011






