Desintegração do Observado, fotografia por mim abusivamente titulada e trabalhada
A não ser pelos factos, terá uma hipótese científica, para que seja validada, que ser sufragada pelo voto?
Do tipo:
Quem está ou não de acordo com ela que ponha o dedo no ar!
Ou …
Quem está ou não de acordo com ela que deposite o seu voto em urna!
A não ser pelos factos …
A não ser pelos factos e, logo, pela experimentação, não há maiorias ou minorias susceptíveis de sufragarem, de validarem ou não uma hipótese científica e muito menos se ela implica um feixe múltiplo de muitas outras hipóteses!
Havia de ser bonito …!
Havia de ser bonito que a validação de uma hipótese científica resultasse de eleições …
E em caso de dúvida ou de impossibilidade de comprovação, valerá mais tê-la ou não, à hipótese, na sua plausibilidade, em linha de conta?
Valerá mais prevenir, equacionando-a ou pura e simplesmente ignorá-la?
A termos atravessado um Buraco Negro, hipótese sistémica porque sobre tudo, literalmente sobre tudo e todos incide obrigando a rever todo um olhar na holística que obrigaria a reequacionar como aqui, neste meu blogue, sistematicamente o faço, o certo é que não a tendo em consideração, não poderíamos nós, pergunto-me, estar a olhar para a parte enviesadamente descolando da realidade, exactamente por não estarmos a equacionar essa paradigmática hipótese!? E que implicações negativas não teria, em cadeia, esse olhar enviesado, supondo que a Travessia se tinha ou estaria a efectuar com sucesso, no todo e em fossem quais fossem os campos de abordagem?
Há uns tempos atrás perguntei a um especialista da área e de chofre, como tanto gosto, provocatoriamente, de o fazer, o que pensaria ele se tivéssemos, de facto, atravessado um Buraco Negro ao que esse especialista, surpreendido, me respondeu:
O mais certo seria termo-nos desintegrado …!
Ah, o mais certo, respondi-lhe eu, concordarei consigo como diz, o mais certo, o que não quer dizer que tal tivesse acontecido …!
Hoje, porém, acrescentar-lhe-ia:
O que não quer dizer que tal tivesse acontecido, pelo menos assim, de um momento para o outro como se uma tal travessia se não dilatasse no tempo à medida, não do nosso tempo cronológico ou do instante mas do macrocósmico de uma tal entidade e do fenómeno astrofísico, da travessia que tivéssemos feito ou a que estivéssemos a ser sujeitos …!
Agora, teimando em ignorar esta hipótese persistindo em olhares dela enviesados, obcecadamente, aí sim e no dilatado do tempo que uma tal travessia sempre implicaria, a prazo e na impossibilidade de ao Buraco o ver e comprovar a não ser pelas reacções em cadeia já aqui, nas páginas anteriores elencadas e que estariam a ser desencadeadas, não as conseguindo, por isso, a essas reacções interpretar devidamente por à hipótese a não equacionarmos, provavelmente, a desintegração, aí sim, a prazo seria, poderá vir a ser o nosso fatal destino.
Pelo menos o nosso … o da Humanidade já que a Terra, essa, de nós não precisa para continuar, de uma maneira ou de outra, a sobreviver!
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 3 de Junho de 2011