BenHeine, Bla Bla
Há pessoas que se justificam ou são pagas para falar e que, por isso mesmo, falam.
Quantas vezes em excesso ...!
De tal maneira que, em vez de encontrarem pontes de entendimento as deitam, pura e simplesmente, a perder.
Assim é vê-las, a essas pessoas, a esgrimirem argumentos, as armas que têm à mão, puxando como podem dos seus galões e atiçando factos políticos perfeitamente escusados, picarescos mesmo, criando tempestades em copos de água e adensando de complexidade política a, já de si, cada vez mais complicada situação que se vive.
Há quem esteja em condições de ser equidistante de facto e há quem, pela sua própria posição e natureza, o não esteja de todo!
Se alguém, a mim me acusasse de parcialidade ou de, no meu discurso, não conseguir salvaguardar os interesses inter-classistas ou inter-geracionais, os interesses gerais, de fazer o jogo deste ou daquele ou tão só de funcionar como uma válvula de escape, não embarcaria, inflamado, na criação do escusado:
Distanciar-me-ia e apenas em caso limite e caso disse houvesse necessidade, interviria tentando, nos bastidores, resolver os pendentes.
Em última instância, pronunciar-me-ia pelo silêncio escrevendo como o faço e nunca mais do que isso, e tudo sem atiçar uns contra os outros, arrebatar plateias ou incendiar multidões.
Os púlpitos estão-me, por minha própria opção, vedados!
Há momentos em que todos não somos demais para fazer face aos desafios mas para a realização desse papel potencialmente galvanizador, nem todos estão, pelo seu próprio percurso de vida, vocacionados.
Sejam eles jornalistas, comentadores, figuras públicas ou políticos oriundos de um partido qual seja …
Todos trazem e por muito que tentem salvaguardar a objectividade, cada vez mais, o seu sentir à flor da pele quando não o ruidoso diz que diz-se …!
E essa câmara de ressonância de que escrevo e para a qual me sinto, com provas dadas, vocacionado, vai-se tornando, cada vez mais e à escala global, indispensável!
quando se fala demais obtêm-se, quiçá, os resultados inversamente proporcionais aos pretendidos
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 4 de Setembro de 2011







