quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

FIEL DA BALANÇA




Por incrível que possa parecer, no contexto do sistema monetário global, em vez de se lhe atribuírem instintos bélicos ou maléficos, o dollar acaba, antes, por exercer uma função reguladora.
Fiel da balança!
Se o sistema monetário global está todo ligado, o dollar, como divisa de referência, de investimento portanto, mantendo uma cotação alta mas não assim tão alta como o euro, à palma da sua permanente emissão, puxa-se e ao euro consigo para baixo, aproximando-se e desvalorizando-se ambos e ao yuan para cima, valorizando-o, como fonte alternativa, diversificada de investimento, promissora moeda que o é de uma país em exponencial crescimento e ao valor do dinheiro, no seu todo, num movimento regulador descendente e tendencialmente equiparado susceptível de vir a dissuadir a permanente e irreal, eufórica instabilidade especulativa dos mercados.
E é só progredir acentuada e, de preferência, concertadamente, com iniciativa e de uma vez só (!) nesse sentido como dos meus textos anteriores, de há muito, em decidido efeito dumping, o sugiro e incentivo!



o dinheiro, sendo ilusório, contra quaisquer uns se pode virar e no meio da floresta, obcecados pela árvore, perdemos-lhe a visão de conjunto






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 19 de Janeiro de 2011

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

EFEITO DUMPING





Estamos sempre prontos a atribuir a guerras mais ou menos ocultas ou a teorias conspirativas dos mercados a situação que, económico-financeira, monetariamente nos flagela, aparentemente sem fim à vista.
Estamos sempre prontos a atribuir a terceiros a batota dos mercados, não atendendo a que, a sub como a sobrevalorização de uma divisa são, em si mesmas, efeito dumping!
Estamos sempre prontos a vitimarmo-nos quando, sem disso nos darmos conta, se somos vítimas, antes do mais, somo-lo da nossa própria cegueira!
Estamos sempre prontos a apontar o dedo a terceiros dos males que a nós mesmos nos atingem …
Faço aqui esta chamada de atenção remetendo-Vos para trás, para o meu escrito de 2010, Contração Monetária e Crescimento Económico que aqui escrevi e deste para a Carta A Um Economista de 2003, reeditada nesse mesmo ano de 2010  neste meu blogue e cujo link de acesso também figura em nota de rodapé no primeiro destes dois textos, de cuja releitura atenta melhor se poderá perceber a situação presente que, se nos constrange e aflige a todos, melhor nos poderá munir e ajudar, por antecipação e com perspetivas de futuro, a entender o que se passa num movimento que embora sujeito a constantes braços de ferro, deveria, tendencialmente, caminhar no sentido da equiparação das divisas!
Transparentemente, sem conspirações e sem guerras …!
No testemunho registado de movimentos de antecipação que, à data, ao dá-los fiz questão, à escala possível, de tornar públicos!
Estamos sempre prontos …
Estamos sempre prontos a não dar a devida atenção ao que foi escrito e tanto mais quanto vindo da parte de um cidadão comum sem habilitações específicas nem aparentes responsabilidades, desafiando-Vos a um esforço de disponibilidade sem o qual pouco se entenderá sobre o que verdadeiramente se passa e está em jogo!
Apelo pois à Vossa disponibilidade e à leitura atenta e interativa, crítica, do que à época, não casuisticamente e com toda a transparência, então escrevi.



se as moedas fossem equiparadas ou se, à escala global, apenas existisse uma moeda franca, o cartão de plástico a elas, equiparadas, convertível, os mercados estabilizar-se-iam e assim, concertadamente e em benefício geral, as assimetrias seriam diluídas na certeza de que sem procura a oferta só pode é definhar






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 17 de Janeiro de 2011

domingo, 15 de janeiro de 2012

A RELATIVIDADE DAS COISAS

saudade é uma ponte para o futuro



O tempo e o modo relativizam o que está para trás …
Mas nessa relatividade um fio condutor existe e nesse fio condutor uma constância se perscruta na afirmação de princípios que não se alteram ao sabor das conveniências ou das circunstâncias.
Algures aí se poderá encontrar a diferença entre relativismo e relatividade!
Se não me falha a memória, no início da década de oitenta do século passado, foi recebida em casa de meus pais uma delegação da recém-instalada embaixada da República Popular da China, nela incluída a Sua primeira embaixatriz entre nós e a ela não apenas a brindámos com um lanche à altura das circunstâncias mas também a levámos em visita pela nossa terra, do Estoril ao Guincho, no pouco à-vontade patente que, perante a estranheza dos nossos hábitos e costumes, tão amplamente, ainda, revelavam.
Como tudo terá mudado …!?
Como a própria Europa e o assim ainda chamado mundo ocidental, de então para cá, se terão deslocalizado para a China …!?
Sobretudo as suas elites salvo a Democracia plena que entre nós, contudo e ainda que simbolicamente, ironia da História, a China ajudou a consolidar …!?
Como tudo mudou!
Mas não mudaram os factos que tantos, por umas e por outras razões, se obstinam em obliterar mas que hoje, ainda, me trazem determinado e reconhecido …
E me fizeram, aqui, dar este testemunho em quatro partes.



não esqueças o que te move
que essa tua verdade será reconhecida



off, por fim e de novo de on a off e a on






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 15 de Janeiro de 2011

no centro minha mãe, à sua direita a embaixatriz da RPC e eu, na fotografia, o segundo a contar da direita e de cócoras, algures no Guincho

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

MEMÓRIA, GRATIDÃO E PACIÊNCIA

saudade é uma ponte para o futuro


DE  NOVO  AO  PRESIDENTE  DA  REPÚBLICA  POPULAR  DA  CHINA

Camarada Hu Jintao,
Memória, gratidão e paciência, eis o que me trás, de novo, até Vós:

Memória …
O meu Amigo sabia que, em tempos, pertenci a um partido excêntrico, julgo poder chamar-lhe assim, o extinto PCP(m-l) que tinha relações privilegiadas, fraternas como então se dizia, com o Partido Comunista da China, numa altura em que nem sequer relações diplomáticas existiam entre os estados chinês e o português e em que a Democracia portuguesa procurava encontrar o seu lugar e raízes, recém instauradas que, entre nós, as liberdades tinham acabado de o ser?
Partido que sendo excêntrico, como o escrevia, com orgulho se declarava expulso da extrema-esquerda, maior excentricidade (!), espectro ao qual pertenciam, então e por regra os partidos congéneres do Seu por essa Europa fora?
E que era assediado pela classe política nacional na ânsia do estabelecimento de relações privilegiadas Convosco qual embaixada avant la lettre?
Obliterado partido que, daí a expulsão da extrema-esquerda, muito fez nas suas modestas dimensões para congregar, qual cunha, os partidos que hoje constituem o arco constitucional da governação em Portugal ao tempo do assim chamado PREC, processo revolucionário em curso, que por pouco inviabilizaria, entre nós, a democracia representativa que, entretanto, se consolidou embora hoje, de novo interpelada, desafiada pelo espectro do desemprego e da fome?
Estou em crer que sim, que sabíeis que eu tinha pertencido a esse partido e só assim se explica a viagem que, ao tempo, como o refiro na carta anterior, a Vosso convite, ao Seu grande país pude efetuar!

Gratidão …
Havia boas razões da Vossa parte e ainda que pudessem não coincidir exatamente com as nossas para o Vosso objetivo apoio, por via desse pequeno partido, à consolidação da Democracia portuguesa das quais, entre nós, esse pequeno partido foi a sua expressão pública:
Na geopolítica que Vos norteava, tudo o que contrariasse o assim por Vós mesmos, à época, chamado social-imperialismo ou, se quisermos, o imperialismo soviético do qual éreis ferranhos opositores, concorria em Vosso benefício.
Assim, a instauração com sucesso da democracia representativa entre nós, concorreu, ela também, em Vosso próprio proveito.
Mas fossem quais tivessem sido as razões que norteavam uns e os outros, o certo é que haveis dado o Vosso contributo e ainda que por via de tão insignificante partido como o era o PCP(m-l), para a instauração de uma verdadeira e depois consolidada democracia representativa entre nós.
Por tudo isso e mesmo que eu hoje seja uma voz livre e independente, que o sou (!), não Vos posso deixar de estar, a Vós também, reconhecido e daí e por mais paradoxal que o possa parecer, eu exprimi-lo assim como, aliás, não me coíbo descomplexadamente de o fazer!

Paciência …
Entre nós, a quem preserva e assim tem paciência, diz-se que tem a paciência de um chinês.
Eu tenho-a!
Talvez a tenha exercitado também Convosco e sobretudo com aqueles Vossos camaradas, não sei se era esse o Seu caso, que conheci na visita que em 1980 Vos efetuei e que preservaram pesassem como pesaram as torturas e mutilações que sofreram às mãos dos fanáticos da Revolução Cultural que, em bom rigor, devia ser escrita com minúsculas.
Em honra da memória, Vossa e nossa, grato e, por isso, incansável e perseverante, com toda a paciência não desisto de Vos abordar no reconhecimento e pagamento de uma dívida concitando-Vos, por meu turno, à abertura política plena.
Não Vos poderia deixar de corresponder na mesma moeda, aquela com que nos haveis contemplado.
Assim, eu Vos exorto sem vacilações, fazendo apelo ao que em Vós tendes de melhor!
Também para que a memória histórica seja preservada, Vosso com as mais cordiais e reconhecidas saudações



voz on de off




Jaime Latino Ferreira
Estoril, 12 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CHAMEM-ME INGÉNUO

saudade é uma ponte para o futuro



Chamem-me ingénuo pela carta que na página anterior escrevi que não serei eu a ralar-me com isso!
Ingenuidade será antes escamotear a República Popular da China enquanto realidade central incontornável, realidade  sem cuja assunção nada de geopolítica se poderá mais entender e nem tão pouco o que se passa na Europa;
Como ingenuidade ou má-fé será pretender ter com ela laços de fraternidade, por um lado e, por outro lado, julgar ser possível manter tudo como está neste nosso quadrante diante da sua esmagadora afirmação …
Ingenuidade …!
Má-fé …
nem incongruência, nem ingenuidade e nem má-fé!

Corria o ano de 1980 quando visitei a República Popular da China exatamente quando, em simultâneo, era publicamente julgado o assim chamado Bando dos Quatro ou os supostos herdeiros diretos de Mao Zedong, eles próprios anteriormente mentores da Revolução Cultural, ensaio ultrarradical de fechamento da China que a poderia ter conduzido a uma situação como a da Coreia do Norte só que em larga escala, continental diria eu e em que Deng Ziaoping formulava a teoria de um país mas dois sistemas correspondente ao início de uma abertura nunca até então vista, pelo menos desde a instauração do regime comunista.
De então para cá passos imensos foram dados, a tal ponto que a China é hoje um país irreconhecível e tanto mais quanto se tivermos em conta as suas naturais idiossincrasias:
Os dois sistemas ou melhor, o sistema capitalista contaminou de tal forma o seu próprio desenvolvimento que já não há volta atrás;
A classe média despontou e expandiu-se à escala das centenas de milhões de consumidores com tudo o que isso implica em hábitos e exigências que com o seu fechamento não se compadeceriam mais;
O residual comunismo … confunde-se com o próprio estado no social que ao regime, pese embora o seu ainda monolitismo, no seu todo o imprime e o regula …
Depois há outros fatores a ter em conta tais como a coesão da sua imensa escala e a tradição imperial que, pese embora, o próprio regime comunista herdou, moldou e à qual ficou condicionado sem dessa teia, na tradição que consigo, duplamente, transporta saber ou ter dificuldade em sair!
Imaginem que, subitamente e perdendo o controlo, o regime se desmoronaria!?
Que ondas de choque tal não desencadearia não apenas no interior do Império do Meio como à escala global!?
Que crise se somaria àquela que, globalmente, já nos afeta a todos!?

Tenho para mim e julgo que tal também advém da tradição ancestral da Cultura Chinesa que nela é, por demais, apreciada, não apenas a boa educação mas também aquilo que nela se traduz por frontalidade e tanto mais quanto vinda do exterior e seja numa carta como aquela que anteriormente escrevi.
Tenho, também, para mim que ser assim desabrido como nela o fui não será prática corrente nas relações diretas do exterior com a China.
Guardo ainda o desejo que este texto, tal como a carta anterior, sejam lidos pelos próprios dirigentes chineses na expressão não apenas da minha congruência, neles em nada abdico dos meus princípios (!), como exprimo ainda a minha boa fé em relação ao meu Destinatário!
Valorizo os passos de gigante que a China tem dado e, sublinhadamente, alerto para a impossibilidade de esta ficar a meio caminho de um desafio que a si própria, desde a década de oitenta, lançou sob pena crescente de implosão,  irremediável que seria não apenas para a China mas para nós todos também!
Só mesmo quem não se dê conta da dimensão do Destinatário com quem se comunica é que poderá alimentar falsas ilusões, incredulidades ou espírito de má-fé, repito, que não se compadecem com as realidades maiores daqueles com quem se pretende, torna-se irremediável (!), aprofundar relações.
Dirijo-me ao meu Destinatário sem cartas na manga, com um aperto no coração e de mãos nuas.
Assim como sempre o faço!



a minha voz off é a minha voz on que me abafa ou vice-versa






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 9 de Janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SAUDADE DO FUTURO

saudade é uma ponte para o futuro


PRESIDENTE  DA  REPÚBLICA  POPULAR  DA  CHINA
Camarada Hu Jintao,
Terá o meu Amigo ouvido falar de Cesária Évora, recentemente falecida?
Cesária Évora que celebrizou, entre outros, o tema Sodade?
Sodade ou Saudade …?
Imagine o meu Amigo que me dá, aqui, o pretexto em dívida para, começando esta carta, homenagear Cesária Évora, senhora dos palcos do mundo, natural de Cabo Verde, pequeno arquipélago africano que, com sucesso, coisa ainda rara por essas paragens, se constituiu, pese embora a sua imensa escassez de recursos, num país democrático exemplar e de referência para todo esse imenso continente e para o mundo também.

Sodade …
Sabia que, em português como neste seu derivado linguístico, este termo tem uma carga muito especial?
Que ele não se reporta, apenas, ao que está para trás, ao que é passado mas também, como o escrevia Fernando Pessoa, ao que está para vir?
Saudade do Futuro ou do que ainda não se realizou …?
Saudade das aspirações que, vivendo em nós, se estão por consubstanciar?
Eu tenho saudades da visita que realizei, em tempos, à República Popular da China mas, mais ainda, seguramente que muito mais (!), daquela que ainda está por efetuar …!

Saudade!
Num tempo em que a República Popular da China assume uma centralidade nunca antes vista e que se afirma por si, esta minha carta adquire uma pertinência muito particular:
O Império do Meio com toda a pujança que lhe reconhecemos, vive diante de um dilema que importaria, de vez, resolver e que poderá como não vir a estrangulá-lo.
Bem sei que, provavelmente, não Vos temos dado a devida atenção no mérito que não poderá deixar de Vos ser reconhecido, temos, aliás, pago um elevado preço por isso (!) mas, o certo é que esse dilema Vos coloca desafios inadiáveis.
Encontra-se a República Popular da China numa encruzilhada entre a abertura política plena e o fechamento para-religioso e paranoico do seu vizinho peninsular do extremo oriental e da resolução deste dilema depende, não tenhamos dúvidas, a sua plena afirmação no concerto das nações!
É que não basta a liquidez que hoje Vos caracteriza …!
Como sabeis, nem tudo se resume a dinheiro, à sua liquidez ou não foram os dois sistemas que dizeis querer preservar …
Só que eles não terão sustentação sem a plena democratização a que as elites por Vós mesmos fomentadas, acarinhadas aspiram e sem as quais também não há crescimento e muito menos desenvolvimento.
Falta-Vos outro tipo de liquidez sem a qual a económico-financeira, que a tendes, esvair-se-á …
não tenhais disso quaisquer dúvidas!
Ainda hoje chegou ao meu conhecimento que Vos indignais contra a ocidentalização da Vossa cultura mas, não é o comunismo, ele próprio proto-cristão, um produto dessa mesma ocidentalização e por mais aplicado que o esteja!?
Não tenhais medo da abertura …!
O Meu Amigo já imaginou o que seria do Seu grande país se este viesse a ser varrido por convulsões semelhantes às que sacodem, de momento, o norte de África, perdendo toda a iniciativa que ainda podereis ter e que, no passado, já foram pré-anunciadas!?

Sodade …
Tenho, eu também, saudade do futuro!
De um futuro líquido, límpido e transparente sem o qual os povos não se conformam, como estes o demonstram por todo o lado e que, num tempo de tanta resignação quando não de iniquidade, importa sublinhar …!
Eu não Vos devo nada!
Na minha relação Convosco, se alguma dívida existe essa é aquela que o dinheiro não cobre e que apenas as liberdades podem resgatar!
Saudade.
Sodade é um sentimento íntimo que não pode ser quartado …
Saudade é uma ponte para o futuro que daqui, uma vez mais, interpelando, Vos lanço!
Vosso



seguir os links que, sucessivamente, das páginas ou posts Pecado Original e Sou Como Um Junco se vão abrindo






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 3 de Janeiro de 2011

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

TERCEIRO ANIVERSÁRIO

Manuela Baptista, Luzeiro



Completa-se hoje o terceiro aniversário deste meu blogue.
Quem me diria que ao fim de três anos já levaria oitocentas e trinta e nove páginas ou posts originais escritos assim e de pronto …!?
Obedecendo a um fio condutor que a todos lhes subjaz e do qual, com flexibilidade bastante, penso, não me terei desviado?
Ao sabor da atualidade como, amiúde, referem os meus leitores e sem que a esse fio lhe tenha perdido o rasto?
Fazendo jus, julgo, à oferta com que então, corria o dia 2 de Janeiro de 2009, Filomena Claro me surpreendeu dando-me com ele e com o seu título, A Música das Palavras, o leitmotiv que, ainda hoje, como impulso, me leva e obriga a justifica-lo?

A Música das Palavras
Toda a palavra tem música …!
Toda a palavra encerra em si mesma musicalidade que conjugada com todas as outras as estrutura, harmónicas ou na vertical, na melodia que, na horizontal, transcorre com profundidade pluridimensional como se de música escrita numa pauta musical se tratasse …

A Música das Palavras.
A Música das Palavras, hoje como desde o primeiro dia em que, por aqui, se começou a desenrolar e que pode, por quem seja, ser seguida de fio a pavio como um livro autobiográfico em movimento, diário do que escrevo, a minha agenda para a paz e que me obstino por, na minha práxis, fazer corresponder, é um livro sem princípio nem fim, ele vem de trás quando ainda escrevia noutros suportes e prossegue até à exaustão numa sinfonia heroica como deveria ser considerada a própria vida, dom único e irrepetível, por cada um de nós.
Uma vez mais, obrigado Filomena …!






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 2 de Janeiro de 2012