quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

INVARIAVELMENTE

buraco negro


Invariavelmente e no meu blogger, Um Portal Escuro e Impercetível, segunda parte de uma trilogia em que também se integram Um Ponto Esquálido e Azul e Um Píxel de Grão de Areia, aparece nas estatísticas das minhas páginas como constando nos top ten daquelas que são mais visualizadas, isto é, visitadas …
Porque será …!?
Mera coincidência!?
Não me parece e as condições vão caindo de maduras para o que nessa Hipótese, de há muito, de há muito mais do que o tempo de vida deste meu blogue, nela equaciono!
Ao encontro do up side down para o qual Vos tenho alertado e logo na minha página anterior, na certeza de uma fronteira que não pode ser violada, aquela dos Direitos Humanos e da Democracia, sob pena de retrocedermos a um tempo que deveria ser, apenas, História, repostos equilíbrios globais que não podem deixar de ser atendidos mas, como nessa mesma página logo refiro, a exigirem imperiosamente outros olhares, atitudes e Paradigma com essa fragilidade acrescida compatível, os quais, ao longo do tempo, sublinho, aqui vou desenvolvendo.



no emaranhado temático do que escrevo mas obediente a um fio condutor e nele centrado, por favor, sigam os links que Vos vou deixando






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 16 de Fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

QUE REESTRUTURAÇÃO

Maggie Taylor, GardenMaggie Taylor "Garden"Maggie Taylor "Garden"



Será que não Vos enxergais, formiguinhas de carreiro!?
Será que não Vos dais conta de que o que conquistado foi, senão em prejuízo da própria Democracia, dificilmente pode vir a ser, de novo, confiscado!?
Será que não entendeis que os Vossos próprios tacticismos feitos de meias palavras, contra Vós mesmos se viram!?

Outro dia, chamou-me a atenção a notícia da reestruturação de uma grande multinacional europeia, a Nokia, finlandesa por sinal, sim, originária da sacrossanta e impoluta Finlândia e terra natal do comissário europeu Olli Rehn para os Assuntos Económicos, ironia maior, que ao abrigo dessa mesma reestruturação se prepara para enviar cerca de quatro mil dos seus colaboradores, não deixo de sublinhar, se possível e mais irónico ainda, esta mesma e paternalista, cínica e tão corrente designação dos  empregados, para o desemprego, forçada que se vê a reestruturar-se com vista a fazer face à concorrência que a isso a tanto a obriga.
Em que é que consiste essa mesma reestruturação?
Consiste em fazer deslocar para a Ásia linhas de produção existentes noutros quadrantes do Globo onde estas se tornaram demasiado onerosas …!

Bem vistas as coisas, esta notícia não contém nada de novo pois … se os concorrentes da Nokia, todos eles, já se deslocalizaram antes dela!?
Mas chamar-se a isto reestruturação …!
Não admira que o assim chamado mundo ocidental caminhe, a passos largos, para o abismo!

Qualquer dia, se na margem sul do Mediterrâneo se exige Democracia, na sua margem norte do tamanho de toda a Europa e já para não falar da margem ocidental do Atlântico, dela cansados, o que exigirão os seus povos!?
Qualquer dia …
Qualquer dia, dia que já se pronuncia, no seu brio e tomados de um derradeiro fôlego, os povos rebelar-se-ão e revirarão tudo up side down … de pernas para o ar que é como tudo vai estando …
Não seja um golpe monumental e orquestrado de engenharia financeira …!
Por isso e precavendo o pior, resiliente, persevero!



estou-me nas tintas para a publicidade que, aliás, à Nokia a não enobrece de todo



se há divisas que estão artificialmente subvalorizadas outras há que estão artificialmente sobrevalorizadas e não há comércio livre sem a neutralização de tão nefastas  batotas quando decorre a Cimeira China/União Europeia






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 14 de Fevereiro de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

ACHTUNG




in Europa so wie in der Welt,  Deutschland kann sich nicht über allen erheben


nach der Deutschen Nationalhymne unten Griechenlands Tragödie




TRADUÇÃO



ATENÇÃO



a Alemanha não se pode sobrepor a todos na Europa bem como no Mundo


 
diante da tragédia da Grécia a propósito do Hino Nacional Alemão


 



 

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 13 de Fevereiro de 2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

DEMOCRACY - III -

one with all


As a global idea, one with all, the concept of God, Deus in Portuguese, is profoundly democratic:


It refers to EU meaning I in-between a D of God, (D)eus and an S of Satan, (S)atanás


It refers to an I ( EU ) having permanently and freely to choose between goodness and evilness or, if you want, between democracy and autocracy, in an accessible, intimae and not so common but profoundly democratic approach as, may be, in no other language


All that playing childish with His letters in the presumption that God is good and, therefore, giving us all Liberty, in one's own free will, which ways to decide




the diversity and democratic enrichment of a Portuguese divinity








Jaime Latino Ferreira
Estoril, 11 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DEMOCRACY - II -

one with all


Such as people or cultures, not everything can be traded


Languages are their own expression


They can’t be traded


As democracy, languages enrich the world



 about democracy



Jaime Latino Ferreira
Estoril, 9 de Fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

DEMOCRACY - I -

one with all




I can say in English:


How are You?


As well, I can also say it in Portuguese:


Como está?


In which language is it more powerful to say, in English or in Portuguese?


In booth!


Why?


Because otherwise the English language would always prevail and that isn’t democratic at all!










Jaime Latino Ferreira
Estoril, 6 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CRIME E CASTIGO



Sendo certo que há crimes e crimes, que se trata, por isso, de uma maneira de escrever, pareceu-me que este seria um título apropriado para o que se vai seguir:
Acontece, amiúde, nas minhas aulas, aulas de expressão musical que, perante a algazarra que por vezes se instala entre os meus alunos, jovens quási adultos e que mais se assemelha a um pensar em voz alta com dificuldades de ao pensamento o conseguirem introverter abstraído em si próprios, expectante e depois de ensaiar mais ou menos de improviso inúmeras estratégias, fico a aguardar, paulatinamente, que o silêncio se instale na sala de aula.
É então que, de suas bocas, não menos amiúde, oiço expandirem-se as mais bizarras teorias que tendo por base a metáfora da cenoura e da chibata ou da chantagem como pedagogia, pura e simples, se exprimem como seja:
- Ó professor, pois o professor não castiga, como quer que nos calemos …!
- Se o fizesse, seguramente que nos portaríamos de outra maneira!
- Então, não sabe que as faltas disciplinares estão aí para alguma coisa!?
Invariavelmente fico impressionado com os argumentos invocados e recordo-me dos tempos em que eu próprio era aluno e em que eu como os meus colegas nos insurgíamos contra o autoritarismo à época reinante …

Estarei a ficar velho!?
Como será possível ouvir dos meus alunos tais afirmações, em si mesmas apologéticas do autoritarismo!?
Para mais, a ser exercido sobre si próprios!?
Crime e castigo …!?
Não, por tal, não acho que esteja a ficar velho, simplesmente, educar para a Liberdade é muito mais difícil de o fazer!
Pois se por não serem, voluntariamente, aplicados pelo professor, os instrumentos que estão ao seu dispor suscetíveis de quebrar essa algazarra punindo os seus mais proeminentes mentores!?
Pois se por achar que o castigo, se infunde o medo, não interioriza regras de Liberdade!?
Pois se, eu próprio, não tendo sido educado nesses parâmetros, o castigo tal como a punição foram práticas normalmente ausentes do meu percurso educativo não tendo sido pela sua ausência que perdi a noção do bem ou do mal fazer ou das normas democráticas de convivência …!?
É certo que fui uma vez punido, suspenso por dois anos da escola onde estudava, por razões políticas ou pelo assim chamado delito de opinião, mas isso não me fez mudar de ideias …!

Responsabilidade.
Ser livre não é fazer o que me der na real gana, é antes, pelo exercício da Liberdade, aprender a conviver e a discernir.
Aprender que se esse exercício entronca com direitos, estes estão intimamente associados ao cumprimento de deveres.
Eu como aluno, eu como professor, eu como cidadão e que estes, direitos como deveres, não apenas se ligam qual  sistema de vasos comunicantes como variam de acordo com as circunstâncias referidas:
Se o meu dever é aprender, não me posso julgar detentor da sabedoria, embora a minha sabedoria, porque todos a temos, deva concorrer para a sabedoria geral;
Se o meu dever é ensinar, também não me posso julgar detentor de toda a sabedoria porque todos a temos e, por isso, tenho também de estar disposto a aprender com a sabedoria dos meus alunos;
Se o nosso dever é saber mais e melhor, temos de aprender uns com os outros, os alunos com os professores e vice-versa ou os cidadãos uns com os outros, interiorizando normas de conduta em que não nos atropelemos uns aos outros!
O crime é atropelar e o castigo também e no meio deles, o mais difícil é darmo-nos disso conta sem exercermos nem um, nem o outro.
Assim se educa para a Liberdade, por mais penoso, complicado e demorado que o seja, bem como assim para Ela se vive!
E essa é a Educação que vale mesmo a pena exercitar indefinidamente

Escrevi-As, à Liberdade bem como à Educação, notai bem, com maiúsculas porque é delas, com maiúsculas, que escrevo!
Outro dia e para lá das matérias que vinham ao caso, nas minhas aulas, acrescentei ao Sumário do dia, depois das matérias correntes, e muito silêncio!
Como quem diz:
Na dificuldade que tendes em fazer silêncio o que apenas traduz aquela que tendes, por falta de treino, em abstrair, aprendei a pensar sem terdes de estar permanentemente a verbalizar, falando, em silêncio, convosco mesmos como se cada qual fosse o próprio e os seus colegas, o mundo, num processo interior inesgotável que a todos permite fazer ouvir-se e ouvir.
Dentro de regras democráticas, aquelas da Liberdade e que são, em si mesmas, profundamente musicais.
A não ser assim, sobra o barulho onde todos somos castigados, o crime, isto é, a ignorância, não é punido e o sonho, transformando-se em pesadelo, não é realizado.
Ter medo do castigo, qual machadada, é mais do que compreensível mas do silêncio, perdoai-me, que disparate!



das minhas aulas, nas minhas aulas, aos meus alunos



no silêncio, se és serenidade, o despertar do sonho que é o que a música é



Jaime Latino Ferreira
Estoril, 2 de Fevereiro de 2012