sexta-feira, 15 de junho de 2012

ANTICIPATION / ANTECIPAÇÃO

Rafal Oblinsky, Overture

( behind all imagination )



in English


there is no leadership without anticipation and to act without initiative is the heart of the present global crisis


we have crossed a Black Hole


with no focus in this hypothesis there is no adherence to reality and, therefore, there is no real sustainability
 

( sorry but I don’t have the fluency to explain it plainly in English, only in Portuguese )
 

also sorry for my insistence but lack of imagination is not to measure the imagetic liberation behind all imagination that my Hypothesis introduces


em português

 
não há liderança sem antecipação e agir por arrasto é o cerne da presente crise global


atravessámos um Buraco Negro
 

sem enfoque nesta hipótese não há adesão à realidade e, por isso mesmo, não há real sustentabilidade
 

( peço desculpa mas não tenho a fluência de o explicar plenamente em inglês, apenas em português )


desculpem-me também a minha insistência mas falta de imaginação é não se medir a libertação imagética para lá de toda a imaginação que a minha Hipótese introduz




Jaime Latino Ferreira
Estoril, 15 de Junho de 2012

quarta-feira, 13 de junho de 2012

SAYS THE WARM TO THE COLD

photo by mb, Cecília Costa, Distance, International Exposition of Sculpture, near by the sea in Estoril




Why to work as you do
if I don’t have the same needs
the same temperature
the same stress 

Let the cicada sing
and the ant work

Indeed
to sing is also to work 

Don’t patronize everything in your behalf
and why not to sing a little more 

As a matter of fact
I know how much you like
to spend holydays near by

Two chairs by the sea
one for you and one for me 

Seat and relax
 

sing with me my dear cold because otherwise we’ll became so much warmer that if it happens we’ll burn or, probably, freeze deeply together


in the opening of the United Nations Conference on Sustainable Development, RIO+20
 

 

Jaime Latino Ferreira
Estoril the thirteenth June 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

SPONSORSHIP





Sponsorship ou garantia, patrocínio, apadrinhamento.
Sponsor ou responsável, fiador, abonador ou patrocinador, madrinha ou padrinho.
Ship ou navio, embarcação ou barco, tripulação, avião, dirigível ou nave espacial, sorte.

Garantia.
A garantia do que escrevo é dada pelos conteúdos daquilo que escrevo.
Para isso, para se ajuizar sobre esses mesmos conteúdos, é fundamental o espírito crítico sem o qual impossível se torna avaliar a qualidade dos meus textos.
Essa capacidade tão em défice obriga a que se saiba ler.
Ler, pensar, interpretar, ver nas entrelinhas do que vou produzindo, nas consequências que, também, do que produzo ou escrevo, se retiram.
Essa é uma qualidade tão ou em maior défice quanto cada vez menos sejam aqueles que, do que escrevo, a essas garantias e consequências saibam retirar.

Patrocínio.
Patrocínio ou qualidade daquele que ampara, auxilia, protege.
Que investe ou dá o seu nome por outra parte ou pela parte de si mesmo que com o seu nome cobre.
Eu cubro aquilo que escrevo apondo-lhe, sistematicamente, a minha assinatura.
O meu nome sem recurso a qualquer pseudonímia.
Sou eu na relação direta com o que escrevo sem recurso a terceiros que me impusessem ou condicionassem as minhas decisões.
Assumindo os riscos que advêm das condições que a mim mesmo me imponho.
Os princípios de que não abdico.

Apadrinhamento.
Sem padrinhos ou sem rede que não eu e a que criei.
Subi alto e atirei-me da aeronave, do dirigível ou da nave espacial, construindo à medida da queda a minha própria rede ou paraquedas enquanto caio.
A minha própria escrita que o é ou boia de salvação enquanto cavalgo as ondas.
Como mestre da minha própria tripulação.
Responsável, fiador, abonador ou patrocinador, padrinho ou madrinha, advogado de mim mesmo.
Não enjeitando a sorte antes perseguindo-a

Tudo correndo um risco:
O risco de naquela ou naquele que me lê poder ou não encontrar interlocutores à altura daquilo que escrevo.
Parto do princípio que sim, que os encontrarei por me considerar um entre iguais:
Iguais na capacidade de interpretação por dos conteúdos daquilo que escrevo, das suas entrelinhas saberem tirar todas as ilações;
Iguais na resistência à escura noite que sobre nós teima em se fazer abater;
Iguais na capacidade da assunção do risco inerente sem a qual, quem não arrisca, não petisca.
E é por tendencialmente nos movermos dentro de padrões de segurança omitindo o desconhecido e por não arriscarmos que cada vez se petisca menos no paupérrimo a que mais e mais ficam reduzidas as nossas expectativas e, logo, as nossas próprias vidas!


I’m the sponsor of myself


a Maria Keil que, em vida, com toda a disponibilidade me ouviu
 



Jaime Latino Ferreira
Estoril, 12 de Junho de 2012

domingo, 10 de junho de 2012

ONDE RESIDE O OBSCURANTISMO

Jean-Michel Basquiat, sem título




Há quem, pelo simples facto de eu escrever e como escrevo, se sinta, por mim, sonegado, isto é, ofuscado ou encoberto pela sombra que lhe farei e pese embora a projeção que tenho.
Por hora, a ainda muito modesta projeção que tenho.
Dirijo a esse quem as minhas saudações e esse quem, sem dizer água vai e como se eu sofresse de alguma contagiosa peçonha, some-se na estratosfera.
Desaparece da vista como se lhe tivesse dirigido um insulto!

Há quem, perante o que eu escreva, acione, de pronto, um permanente blackout informativo.
Não interessa o que escreva ou como escreva, não interessa, tão pouco, se do que escreva recolhe ou não informação que para si toma como útil ou originalmente como sua, não interessa, tão pouco, se o que escrevo é ou não digno de nota mas, sobre mim, logo esse quem coloca uma rolha de silêncio como se o que tivesse escrito não estivesse lá, aqui, melhor dizendo, exercendo essa prepotência quando não, pura e simples, má educação com toda a desfaçatez.
Como se, na feira de vaidades em que esse quem circula, o que eu escrevesse, sobre ele fizesse recair o oblivion que o ofuscasse, fazendo perigar a sua áurea.

Há quem ache que, no jogo que joga, aquilo que conta é o seu lugar no tabuleiro partindo da imensa insegurança que o tolhe e que as outras pedras, permanentemente, a si mesmo fizessem perigar.
Fizessem ofuscar a sua luminescência.
Esse, repito, é um quem permanentemente inseguro e independentemente do seu peso ou posição no xadrez.
Ai se alguém lhe retorque.
Ai se alguém o questiona.
Ai se alguém se atreve a abordá-lo de igual para igual.
Ai se alguém … e por muito que esse quem ostente pergaminhos democráticos irrepreensíveis.

Há quem, gozando de posição dominante, se encarregue de obliterar e por sistema o Outro, de fazer, pelo esquecimento, a vida negra ao seu mais próximo.
quens assim.
Para esses quens a sua afirmação é a negação da afirmação dos outros.
Para esses quens não importa se os não faço perigar no que seja.
Para esses quens, basta que eu exista para que me ignorem.
E como as inquisições já se foram, há lá inquisição maior do que fazer abater, sobre mim, um completo blackout e tanto mais quanto exercido pela calada, sem provas nem danos físicos mensuráveis que se lhes possam apontar.
Deixando, se necessário, a pão e água esse seu próximo mas deles tão distante.

Há quem.
Pois há, mas aquilo com que esse quem não contou foi com a minha resiliência que me faz agir, surpreendentemente e neutralizando-o, quase roçando a ingenuidade, pela inversa dele mesmo e mesmo em relação a ele próprio.
A minha resiliência nunca fez parte dos seus cálculos meramente oportunistas, táticos, de ocasião.
Não sabe o que isso é na exata medida dos princípios que não tem.
E também não contou com outra coisa:
Esse quem não contou com o desenvolvimento exponencial destas plataformas que aqui me fazem existir e projetar independentemente da sua vontade e do seu querer.
Esse quem tem vistas curtas também e tanto mais curtas quanto a ausência de princípios de que padece.
Esse é o seu erro fatal e mesmo se a sua afirmação, estatuto ou razão de ser, por mim, nunca foi questionada nem, tão pouco, posta em causa!

Há quem se ponha a coberto das maiorias para asfixiar as minorias delas sendo expressão, em última instância, o singular, como se a Democracia não fosse, na prossecução da vontade das primeiras, a salvaguarda daquela das segundas sem as quais ela ficaria irremediavelmente amputada e comprometida.


sem qualquer conspirativite, os resquícios inquisitoriais do presente jogam no esquecimento
 

 

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Junho de 2012

sábado, 9 de junho de 2012

O MEU LIVRO

textura de um livro


Este é o livro que vou escrevendo.
O meu livro não está arrumado numa estante, flui em discurso direto.
Tão direto quanto o possível.
Escrevo no meu perfil:
Este é o meu livro favorito, aquele que se vai folheando em interação com os livros de Outros.
E vai crescendo, sempre incompleto.
Um livro que por intermediários tem apenas o suporte e a ferramenta nos quais é escrito e é lido.
Sem mais, na relação direta com quem o vai lendo e interpretando, num Mundo em convulsão, o fluir das coisas.
Antecipando-se a elas também.

Este é o meu livro.
Livro de mim que sou eu.
Que sem pedir licença ou sem que lhe seja concedido aval, de mim para ti por aqui se espraia.
Um livro aberto.
Que nem da sua textura a tem, nem sítio onde o arrumar, nem em objeto decorativo se podendo tornar.
O meu livro que nem simples retórica a é.
Interativo com o real.
Que quando começou já o era e ao aqui chegar continua.

Este é o livro que vou escrevendo.
Sem princípio nem fim.
Aberto ao Mundo inteiro.
Escrito em língua universal porque de mais de duzentos milhões de falantes espalhados pelos quatro cantos do Mundo.
Planetário.
Dado sem outros filtros que entre ti e mim se pudessem colocar.
Ou que entre mim e eu próprio também se pudessem interpor.
E que se vai folheando por entre as desgraças e as realizações do Mundo, às primeiras, recusando render-se ou subjugar-se e às segundas, enaltecendo-as.
Tornando-se, ele próprio, um livro Real.
Neste e sempre em mais incompletos impulsos.


enquanto escrevo olho, sangrando, para o sacrifício da Síria

 

 
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 9 de Junho de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

DE 1500 AC A 2000 DC




Do Livro do Deuteronómio o que aqui transcrevo e depois recrio:
Moisés dirigiu-se ao povo nesses termos:
“Consulta os tempos antigos, os tempos que te precederam, desde o dia em que Deus criou o homem sobre a Terra.
Dum extremo ao outro dos céus, sucedeu alguma vez coisa tão sublime?
Ouviu-se, porventura, palavra semelhante?
Que povo escutou, como tu, a voz de Deus a falar no meio do fogo e, no entanto, continuou a viver?
Qual foi o deus que veio tomar para si uma nação do seio de outra nação por meio de provocações, sinais, prodígios e combates, com mão forte e de braço estendido, infundindo grandes terrores?
Não foi assim que procedeu para contigo o Senhor, teu Deus, diante dos teus olhos, no Egipto?
Fica, pois, sabendo hoje, grava-o no teu coração:
Só o Senhor é Deus, no alto dos Céus e cá em baixo na Terra, e não existe nenhum outro deus.
Hás-de cumprir as Suas leis e os Seus mandamentos, que hoje te vou comunicar.
Assim serás feliz e os teus filhos também depois de ti e terás vida longa na terra que o Senhor, teu Deus, te vai dar para sempre”.
( da boca de Moisés )


Escrito a partir da Palavra, heteronímica de mim:

Dirijo-me ao Povo, escrevendo nestes termos:
Consulta os tempos antigos, os tempos que te precederam, desde o dia em que o homem surgiu sobre a Terra.
De um extremo ao outro do Universo, sucedeu alguma vez coisa tão sublime?
Leu-se, porventura, palavra semelhante?
Que povo leu, como tu, a voz de Deus que por teu e meu intermédio fala escrevendo no meio do vácuo e independentemente de a Ele o reconheceres e, no entanto, continuou a viver?
Qual foi o deus que veio tomar para si o Povo da Terra e independentemente de raças, credos, culturas ou convicções, por meio de provações, sinais, prodígios e combativa resiliência, determinado e perseverante, infundindo sempre o respeito pelo Outro?
Não é assim que procedes com o Outro e onde quer que tu estejas?
Fica, pois, sabendo hoje, grava-o no teu coração:
 Que forças existem mais fortes que tu no Universo e chame-se-lhes ou não o Senhor teu Deus ou mesmo se Este a elas as ultrapassa sendo certo que mais há para além de ti.
Hás-de cumprir nas leis o normativo que te foi, em consciência, transmitido.
Assim serás feliz e os teus filhos também depois de ti e terás vida longa na Terra que te foi emprestada para sempre.
( de minha boca e que Deus me perdoe )


deste êxodo ninguém escapa
 

 

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 7 de Junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

PAU DE DOIS BICOS





Hoje, dia 5 de Junho, acabei de ouvir, mais uma vez na Antena 2 e no mesmo programa, Império dos Sentidos, que a seleção nacional é, no conjunto de todas aquelas que participam na fase final do Europeu 2012, aquela que, diariamente, mais vai gastar na sua estadia na Polónia e na Ucrânia.
Por uma vez falemos desta questão sendo certo que o meu lema, neste tipo de competições se resume a que ganhe a melhor e independentemente das minhas preferências subjetivas.
Ouvi esta notícia juntamente com minha mulher e numa primeira reação, mais a mais se atendermos às nossas presentes dificuldades de liquidez, isto para ser brando, foi uma reação de indignação e de espanto.
Como é possível!?
Mas logo comentei:
Interessante seria escrutinar o que encarece, então, essa estadia.
O habitual pasmo futebolístico?
Mas logo de seguida caí em mim:
É simples, do conjunto das seleções apuradas a portuguesa é a única que inclui no lote dos seus jogadores uma estrela planetária.
Para onde quer que ela vá, arrasta consigo multidões e com elas tudo aquilo que implica garantir a sua segurança!
Uma estrela planetária, aliás, que ao dirigir-se ao Mais Alto Magistrado da Nação, na cerimónia de despedida que este, à seleção, lhe proporcionou, até se deu ao luxo, à desfaçatez ou à ignorância, esta, o mais certo, de o tratar por você.
Sinal dos tempos!
Mas este é um sinal que transporta consigo um pau de dois bicos.
A saber:
A tal estrela planetária só poderá mostrar o seu pleno potencial se devidamente integrada no grupo e a seleção, sendo um grupo de ocasião, é um grupo em permanente formação.
Não é como um clube onde essa estrela esteja integrada nem, tão pouco, treinada por um dos melhores.
É o que foi possível arranjar-se num sistema sempre em construção.
A estrela planetária pode-se, assim, tornar numa estrela cadente que, se brilha, rapidamente desaparece nos céus.
Ou, pior do que isso, sentindo-se a seleção acomodada, adormecida e, até mesmo, atordoada, por via das mordomias a que a representação da estrela maior obriga, pode, pura e simplesmente, cadente como a tal estrela, sumir-se, ela também, no firmamento!


para que sejam repostas condições de igualdade entre todas as seleções
 



Jaime Latino Ferreira
Estoril, 5 de Junho de 2012