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I
UMA CIMEIRA
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Na distância percorrida que vai para lá da alargada simetria entre as siglas NATO/OTAN a dimensão de uma Aliança que se quer defensiva e multilateral no derrube dos muros perante a dispersão difusa de um inimigo que o nine eleven fez emergir e que impõe, pela natureza das coisas, ele também por antítese e como antídoto, a consagração do singular na sua integridade, individualidade não desmembrável nem escamoteável, sua finalidade e objectivo últimos de realização, matricial razão que sua, consolidadamente, mais e mais terá de ser.
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II
II
UMA GREVE-GERAL
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No erguer da justa indignação de quem vê sistematicamente frustradas as expectativas de realização para já não dizer que posta em causa a dignidade mínima a Liberdade, por muito que em seu nome se apregoe, vai claudicando.
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III
III
MUITA ESPECULAÇÃO
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Na muita especulação que, quer se queira quer não, se vincula à liberdade de expressão diante da qual mercados, instituições ou indivíduos só ficam nervosos se o quiserem ou se com ela e ainda que exercida destemperadamente, estes últimos não souberem coexistir e a ela soerguer-se.
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assim vou paulatina e sistematicamente, em breves linhas de força, reflectindo na madrugada do dia em que se inicia uma Cimeira da Nato em Lisboa, no anúncio de uma greve-geral em Portugal para o próximo dia 24 e na especulação interminável que vai enchendo o espaço público e publicado





