terça-feira, 1 de abril de 2014

CARTA EM DEFESA DO AUTOR


o Autor, fotografia de MB



( quebro, excecionalmente, o meu blackout em defesa do Autor, não do autor com minúscula mas em particular daquele com maiúscula, isto é, do artista fluente na arte de organizar as palavras, é desse que aqui escrevo, manifestando a minha indignação pela praxis comercial corrente das editoras, salvaguardando aquelas outras, Editoras também mas com maiúscula e que não vivem obcecadas por cifrões sem que corram quaisquer riscos, na esperança de que as haja mesmo )



Meu Caro Autor,

Já ouviste falar na democratização da edição do livro?
Tenhas ou não ouvido falar, acautela-te porque ainda te arriscas a, sem o querer, ficares enredado qual funcionário dependente só que sem ordenado fixo nem outro, do que essas editoras com minúscula te possam impingir sendo que e não sei mesmo se pior ainda, se não tiveres verba disponível, estás feito!
Grande democratização a do dito!
Quando uma qualquer editora vier com falinhas mansas impingir-te o que seja em relação ao que tenhas em carteira, resguarda-te ainda mais!
Deixa-me ser mais preciso:
Falo contigo como Autor com maiúscula que serás mas sem obras dadas à estampa, nem de outro modo investiria o meu tempo em ti, um não consagrado, portanto e independentemente dos motivos porque o possas ser ainda e quantas vezes assim tal acontece por razões exógenas ao valor intrínseco daquilo que escreves.
Sim, porque para se ser consagrado há inúmeras variáveis que interferem e nem todas, convenhamos, relacionadas com a qualidade da escrita do que ele, o consagrado ou aquele que tem a venda da edição garantida, possa criar.
Mais a mais, alerto-te ainda, o espaço disponível para consagrados é diminuto, um paraíso restrito de uns quantos que como poderás constatar deles vive saturado e que são sempre os mesmos.
Posto isto, voltemos ao tema.
Acautela-te mesmo porque te espera uma longa e penosa praxe!
Praxe, bullying, é tudo a mesma coisa, mas lá que os é, é!
Se te vierem propor a edição, pois claro, a troco de teres de vender x ou y exemplares, faz as contas porque mesmo que a edição seja vendida por inteiro, coisa que nunca ou raramente acontece já que quem tem de vender e promover a obra és tu próprio uma vez que a editora não corre quaisquer riscos e esse número de exemplares que ficam a teu cargo e que à editora tens de pagar dão logo para que ela lucre sendo que tu, a ela ficas amarrado e ainda que descontados os direitos de autor, já para não falar nas condições contratuais leoninas que te impõem, pelo que só na remota hipótese de uma futura segunda edição, do encargo te livrarás, pelo que desconfia e recusa porque esse não é tratamento digno que esteja à tua altura.
Se fores Autor com maiúscula, claro!
Se não quiseres ter um livro para ornamentar as tuas ou as prateleiras das livrarias ou para que conste do teu currículo!
Se não viveres deslumbrado pela edição!
Se fores mais, muito mais do que isso tudo e tanto mais assim o é quando, paradoxalmente, num tempo em que a editora, como intermediária entre ti e o teu público é cada vez mais dispensável!
É certo que o Autor dá tudo pela sua obra, mas é pela sua obra e não pela sua edição, skills que assistem e por inteiro, assim o deveria ser mas está tudo invertido, à editora.
Perdão, a havê-las, à Editora!
A ti, Autor, compete-te o esforço de criar, sabem lá elas, as editoras com minúscula, o que isso é, não o de te teres de impingir, promover, vender, aviltar!
Em suma, a práxis vai como se segue:
Tu terás de correr todos os riscos e as editoras mexerucas, nenhum!
Imagina que até desconfio que elas e no seu staff não têm quem saiba ler e quanto mais escrever, basta que saibam fazer rolar a máquina.
É no que estamos, toda a gente fala disto à boca pequena ou pela calada mas ninguém se atreve a denunciá-lo.
Pois, sabendo do que falo, aqui estou eu para dar a cara!

Meu Caro Autor,

Sabes qual é o problema?
É que o mercado vive por demais viciado, entupido, distorcido, saturado, em suma e nem sabem elas, as editoras, quanto este é o risco maior que correm, por todos aqueles que não passando de autores com minúsculas, entenda-se, desde que editem e podendo custeá-lo abrem as pernas a tudo o que lhes impingem.
Desculpa-me a linguagem utilizada …
E depois, vê lá, queixam-se!
Mas e por fim, reconforto-te:
Tenho para mim que se uma obra é boa, mais tarde ou mais cedo ela se imporá e para isso basta que tu te continues a comportar firme e de cabeça erguida salvaguardando a tua Liberdade que o mesmo quer dizer a tua margem criativa, comportando-te não como autor mas Autor e por muito que tal te venha a sair do pelo que sempre sai e saiu.
É dos livros!
Já agora:
In the meantime, take it easy, keep cool and return to your blackout!

Saudações cordiais, Teu que em ti sou eu



da obscenidade aviltante crescente a que o Autor é sujeito






Jaime Latino Ferreira
Estoril, 1 de Abril de 2014


o Autor há um punhado de anos atrás, quadro de António Correia



38 comentários:

manuela baptista disse...

edição de Autor,

bravo!

Filomena disse...

Só quem realmente se passeou por estes meandros espinhosos das editoras, pode escrever um tão magnífico texto.
Força!

ki.ti disse...

achas que aceitam trincas, para a troca?

não...

ah, ainda bem, posso dormir descansada

Kika disse...

Kriu?

Quem te viu e quem te vê...

Eu, que ainda sou deste tempo:

http://a-musica-das-palavras.blogspot.pt/2011/05/daqui-em-diante.html?m=0

Reparo agora na pele do teu rosto e penso:

Isto é no que dá ser Autor!

Como tu eras e como tu estás...

Tinhas pernas até à cintura e até tinhas um bumbum muito bem feitinho... Genuínas as Levi's da época...

Só não te pago para escreveres porque não sei onde deixei o porta moedas, agora se te pedirem dinheiro para isso, manda-os ir ver se chove, pois hoje, até que terão sorte :)

Kriu!

disse...

Só então a ki.ti, que até pinta com as patas, não ganha um tusto e até para comer à vontade, tem de aproveitar a hora do duche...

Jaime Latino Ferreira disse...

Caros Leitores

NOTA

Quem enfie a carapuça que atire a primeira pedra!

JLF
01/04/14

. intemporal . disse...

.

.

. jaime,,, .

.

. sempre fui contra . totalmente contra . a cobrança antecipada e defensiva . de qualquer ato à conquista da Criação . da obra que nasce de um criador . a qual . por si só . poderá vir ou não . a fazer parte da Criação global e universal . como resultado de todos nós . daquilo que somos . e da capacidade individual ou colectiva . com que nos é . tão inato . quanto natural . contribuirmos com o nosso tributo .

.

.

. esta página Sua . "dá pano para mangas" . tanto poderá promover uma reflexão acerca do papel . no presente caso . das editoras no mercado onde se estabelecem e perante uma sociedade que sendo plana . algures . aqui . ali e acolá . reluz . como poderá denunciar esta postura vil e mesquinha das editoras . no fundo . em luta pela sobrevivência . as quais e para o efeito . extorquem do autor . uma determinada quantia à cabeça ou colocam-no como vendedor coercivo do seu próprio livro ou obrigam-no a guardá-los em casa às centenas e a pagar por eles antecipadamente . para que este . por sua vez . possa ou nem por isso ou não possa . brilhar . simplesmente . brilhar . ar e ar luzir e cantar . :) .

.

.

. o Jaime é um pirilampo ? .

.

. eu não . :) . (se fossemos ainda pagávamos imposto) . :) .

.

. faz pena haver tantos . nesta blogosfera inteira . e em tantas outras blogosferas ou nem por isso . que deambulam por aí . porque foram/estão . literalmente . iludidos .

.

.

. um abraço .

.

.

. p.s. . e que bem que está o meu Amigo na caixa de música deste Seu blogue . :) .

.

.

Jaime Latino Ferreira disse...

- a propósito do restrito paraíso de uns quantos consagrados –

DESPERTAR TUMULTUOSO

Hoje e logo ao pequeno-almoço, como sempre sintonizando a Antena 2, enquanto mastigava a torrada, tive um acordar tumultuoso.
De enfiada e no noticiário das oito, logo ouvi as vozes, primeiro a de Otelo Saraiva de Carvalho e, depois, a de Manuel Alegre:
Otelo fazendo apelo ao seu mais que recorrente putchismo contra a situação vigente;
Nada de novo.
Manuel Alegre e noutro contexto, rebelando-se contra a suposta ilusão em que cairiam as novas ou mais velhas gerações que se refugiam na Net, declamando e logo de seguida, saudosista, um poema seu.
Eu, pela minha parte e levantando a voz, assustando minha mulher e deixando a torrada a meio encravada na minha dentadura, a ambos e de pronto logo lhes retorqui:
- Fala assim quem não precisando de recorrer à Net, há quarenta anos, monopolizando o tempo de antena tem acesso aos suportes não virtuais de comunicação e, pese embora, veja-se ao que chegamos! Qualquer dia corremos mesmo o risco de ver todos os velhinhos do 25 de Abril, não o 25 de Abril propriamente dito mas eles mesmos, os velhinhos do sistema, a caírem da tripeça mas em manif, a tropeçarem na escadaria da Assembleia da República e a cantarem … Oh Tempo Volta P’ra Trás!
Que ilusória lata não lhes falta mesmo.

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 3 de Abril de 2014

Filomena disse...

Ahahah!

É bem melhor lida do que ouvida

Jaime Latino Ferreira disse...

JUSTIFICATIVO DE DESPERTAR TUMULTUOSO

Dissequemos:
Cada qual no seu âmbito, são ou não são ambos, Otelo e Alegre, consagrados?
Usufruem ou não do espaço não virtual de comunicação?
Pelo menos no caso de Alegre, o assunto ainda se tornará mais grave porque ele próprio, sempre com um pé dentro e outro fora do sistema e sem nunca ter deixado de usufruir do regime, dele dizem ser o poeta do regime, foi durante anos deputado da Nação chegando a vice-presidente da AR, sem, todavia, deixar de usufruir das redes sociais, ou deixou!?
E o que é que com ele ou com qualquer deles, graças aos seus saudosismos permanentes, entretanto, mudou?
O que acima conto sendo real não deixa de ser tristemente anedótico e a anedota tem um efeito político corrosivo e mordaz.
Uma coisa é certa:
Ambos, como fundas que o são e instilando, permanentemente, um serôdio, um cada vez mais serôdio complexo de esquerda, o primeiro no seio da extrema-esquerda e o segundo na esquerda do PS, quais socratistas quais carapuça, inviabilizam todos os arranjos políticos que, eventualmente, tanto à esquerda como à direita ou ao centro, refiro-me à direita e à esquerda parlamentares, claro, permitissem ultrapassar o charco em que de há tanto tempo patinamos, graças ao qual ambos imperam e que aos mais jovens, hélàs, os leva, cada vez mais, a alhearem-se da política!
Saberão eles, os mais jovens, quem é qualquer um deles?
E isto já para não falar do 25 de Abril.
Preocupante não é?
Ah pois é!

P.S. - a verdade é que ambicionando ambos ser válvulas de escape, por inconsequentes, não passam de reais bloqueios do regime.

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 3 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

AINDA


A propósito do que escrevi antes, poderia ainda acrescentar um outro facto coincidente, cronologicamente, com as afirmações de Manuel Alegre a propósito das gerações que iludindo-se, segundo ele, se refugiam na Net e a saber aquelas que vindas do quadrante político contrário, as de Isabel Jonet, em que esta afirma que os desempregados, iludidos e absortos pelo facebook, dia após dia, mais valera que se dedicassem ao voluntariado.
Dar-se-ão conta, um e a outra, do paternalismo afrontoso do que afirmam?
Da facilidade que têm em recorrer aos meios de comunicação não virtuais?
De como as coisas mudaram e pese embora a democracia ao ponto de, se um autor não consagrado hoje quiser editar se tem de sujeitar aos aviltamentos obscenos que descrevo na Carta atrás referida e à qual edição, qualquer um deles, mal queira, lhe é estendida a passadeira?
Ou de como ambos, por razões diferentes, convenhamos, no entanto julgam ao comum dos mortais estar-lhes negado um privilégio de que eles usufruem e que objetivamente parecem considerar ser seu monopólio?
Jonet, achando que um desempregado, falando ou escrevendo para o mundo não valoriza a sua autoestima e Alegre convencendo-se que o refúgio, se funciona para ele como lugar de criação, para os outros não passa de uma supérflua e vã ilusão netista.

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 3 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

Finalmente:

PIRÂMIDE

É em esquema pirâmide que o mercado editorial, hoje em dia e grosso modo, funciona.

Uma vez aceite, pelos autores, a proposta final das editoras, falo de ambos, autores e editoras com minúsculas, proposta essa que consiste em que os primeiros vendam não x mas y exemplares podendo por estes serem pagos em tranches de cheques pré-datados, por exemplo, na ânsia da edição, os ditos autores pagam a primeira tranche nada garantindo a cobertura daquelas que se lhes seguem.

A bolha cresce … e um belo dia rebenta!

Voilá

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 5 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

DA PERENIDADE DO LIVRO E DA PARCIALIDADE TENDENCIOSA DA INFORMAÇÃO


No pressuposto da centralidade e da perenidade que o suporte clássico do livro deverá preservar como, aliás, a ânsia de editar revela, em nome de ambas é que decidi escrever o que escrevi e quanto ao tendencioso da informação, continuo sem perceber porque é que às afirmações de Manuel Alegre atrás descritas, não foi dado igual destaque que aquelas de Isabel Jonet suscitaram.

Melhor, percebo muito bem ou de como ao fim de quarenta anos e entre nós, continua a prevalecer um serôdio complexo de esquerda e, sobretudo, na informação, nela destacada aquela veiculada pelas televisões que, convenhamos, a ninguém favorece.

Afinal, as afirmações de Alegre, somando-se-lhes as suas responsabilidades políticas que as tem, assumem ainda maior gravidade do que aquelas proferidas por Jonet embora tenham passado praticamente em branco.

Ou de como alguns consagrados, pelos bitates que lançam, ainda não se deram conta do impacto dos suportes informáticos de comunicação global.

Haverá quem seja intocável?

Não, não me parece e tudo o que descrevi e vindo de uns como dos outros resume-se, afinal, a larvares tiques de autoritarismo que entre nós tardam em ser arredados.

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 6 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

O REFÚGIO DA ILUSÃO


Quem é que vive mais iludido?

Aquele que do seu umbigo se ilude ou aquele que mesmo se como refúgio ao seu umbigo o tenha, sabendo que o tem da ilusão faz massa crítica que ao mundo o revifica e mesmo se mais ninguém o lê senão ele o que, como se queria demonstrar, não é verdade?

Respondei-me pois e ainda que por me sentir atingido e tanto mais quanto sendo um utilizador destas plataformas, reconheço-o, remetendo-vos para o meu primeiro comentário das caixas do post Carta Em Defesa Do Autor e por na sua sequência, coincidente e intencionalmente ou não, ter havido quem enfiasse a carapuça atirando pedras ou mesmo camuflando-as e tanto mais quanto arremessadas por parte de quem, eventualmente, menos se esperaria.

Que fique claro:

Não sendo impunemente que vivemos em República e para mais democrática, logo, não há ícones sagrados!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 7 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

Título:

PELA DEMOCRACIA PLENA


este seria o título que daria ao conjunto dos meus comentários que se desfiam, qual filigrana, a coberto e nas caixas de comentários de Carta Em Defesa Do Autor e que constituem a minha forma singular de, sem tutelas nem constrangimentos, celebrar os quarenta anos sobre o 25 de Abril de 1974 libertando-o, por consequência, de quem o ou nos queira manter seus reféns


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 7 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

DA DÍVIDA


Quando se fala em dívida pressupõe-se que exista quem detenha um ativo e quem detenha um passivo.

De igual modo, quando se fala em dívida de gratidão pressupõe-se que haja quem da gratidão detenha ativos e outros que dela detêm passivos ou que a gratidão não o é de todo.

A dívida de gratidão, portanto, sendo uma tradução em economês daquilo que, afinal, não se deve é uma expressão infeliz que voluntária ou involuntariamente cria para com aqueles que dela sejam destinatários uma relação desigual.

Eu estou grato aos militares de Abril, nada mais do que isso.

Eles, por seu turno, a sentirem-se credores de Abril, tal pressuporia que o teriam feito, ao golpe militar do 25 de Abril, com o intuito interesseiro de dele poderem vir a usufruir em proveito próprio e desigual em relação, por exemplo, ao conjunto da sociedade civil que aos meios que o permitissem desencadear, logo por definição, os não detém.

Eu sou um civil e como tal, poderia também reivindicar o meu ativo que a sê-lo lhe retiraria a generosidade, graciosidade do meu maior ou menor, melhor ou pior contributo na luta contra o Estado Novo.

E as gerações mais novas, para além de todas as dívidas, por que carga de água é que teriam de carregar com mais essa, a dívida de gratidão que a sê-lo, nos seus próprios termos, de gratidão pouco ou nada teria?

Que ónus têm eles, eles ou eu, de carregar consigo pelos simples factos de à época não estarem ainda na idade da razão, de não terem, sequer, nascido ou de pelas circunstâncias daqueles que como eu ou outros e fosse qual fosse a patente ou os seus comandos, porque ainda há essa variável a considerar, não estarem sequer alistados nas Forças Armadas?

Estou grato e ponto, graciosamente agradecido, não lhes devo nada até porque, se devesse e como quantas vezes se verifica e perpetua, tal significaria que a Liberdade seria por demais desigual.

Eu estou grato à Liberdade sem a qual, aliás, não me poderia exprimir que o mesmo quer dizer agir assim e sem quaisquer constrangimentos senão aqueles que a minha deontologia, em Seu próprio nome, me impõe e sem a qual, tornando-se palavra vã, a própria Liberdade não me elegeria como Autor!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 9 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

ou

DO AMIGUISMO


a verdade é que a dívida, falo, agora, da dívida dos países, resulta, ela sim e mais do que se pense, do encadeado das supostas dívidas de gratidão ou das relações tutelares ou de subserviência, tiques de autoritarismo que assentando em tudo menos no mérito ou em ganhos reais, não apenas se percutem e perpetuam como asfixiam as sociedades

assim o Autor que em Liberdade se pretenda afirmar, das editoras às declarações de uns como de outros e a não haver exceções à regra, coisa em que não quero crer, em seu desfavor encontra o terreno minado do topo à base da pirâmide social

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

revisão de um título:


PELA DEMOCRACIA PLENA

ou

Do Cru Diagnóstico De Uma Crise


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

DO QUE SE PODERÁ DIZER


Em vésperas do 40º Aniversário do 25 de Abril de 1974, quando as editoras ao Autor que elas próprias designam com maiúscula o tratam como a Carta Em Defesa Do Autor publicada no meu blogue e facebook o espelha e que, até agora, da parte destas não ofereceu qualquer réplica, o que se poderá, então, dizer do tratamento regra geral concedido ao cidadão comum?


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 14 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

CORRESPONDÊNCIA


sendo certo que desde por alturas da celebração solene do 15º Aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República e respondendo a um desafio ao aprofundamento da Democracia lançado, na altura e no Seu discurso, por Mário Soares, então, Presidente da República - todo o registo existe, é só investigá-lo e segui-lo porque as pistas, a todas as deixei no meu blogue -, a não haver correspondência entre as cartilhas e o registo do cidadão comum e singular, eu próprio que a mim mesmo me elejo como Autor afirmando-me não contra elas bem como agindo democrática e persistentemente desde então ou muito antes, aquelas ou as ideologias correm o sério risco de se esvaziarem tornando-se em pura e oca retórica desprovida de qualquer conteúdo e adesão credível ou sustentável fragilizando, desta feita e seriamente, a própria Democracia


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 15 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

PROSAICAMENTE

muito prosaicamente, a Gesta de Cristo foi das últimas entre Aquelas da transição da tradição oral para a escrita, de outra maneira elas não teriam sido possíveis, escrita que testemunhal embora não na primeira pessoa O imortalizou sendo que os tempos, hoje, são outros a obrigarem e na primeira pessoa do Autor que à escrita a encarna, não apenas a revisita-las como a revitaliza-las nos seus profundos e plenos significados simbólico quanto alegórico mas no estrito respeito pela Democracia e pela separação de poderes, outros adquiridos civilizacionais tal como a escrita, libertando essas Sagas de todos os espartilhos ao encontro umas das outras e que na intimidade plena que em cada qual as permita fazer florescer, ainda e por ora as condicionam e constrangem

- bendita Escrita do Autor desdita -

BOA PÁSCOA

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 18 de Abril de 2014

manuela baptista disse...

que seja Bendita a tua Páscoa!

disse...

Que dizer disto tudo se tudo isto já é tudo? Diz-me, Jaime!

Boa Páscoa!

Kika disse...

Em tempos também semeei amor para colher enganos mas desde então não vi em meus anos, homem que apanhasse o que semeasse!

Quem ora soubesse, que o semeasse!

Uma Páscoa feliz!

Jaime Latino Ferreira disse...

- 4

CARTA IMAGINÁRIA


Caríssimo,

Imagino um cenário fictício.

Nele, perguntar-me-ias:

- E a crise, não a sentes?

Eu logo te responderia:

- Sinto-a e de que maneira mas, precisamente por isso e por, na sua instantaneidade, a agenda mediática a impor e tal como ao futebol pelos olhos adentro, é que me obrigo, como escrevia em CORRESPONDÊNCIA e sendo certo que sobre ela e por inúmeras vezes me pronunciei e logo muito antes dela se instalar como o fiz em Carta A Um Economista publicada no meu blogue, me obrigo, escrevia, a ir mais longe sob pena de, se não morrermos por causa dela, isso sim, morreremos de pasmo!

Abraço


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 21 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

- 3

A ESCRITA LIBERTA


Não esconde o teu calar
o que te escrevo em segredo
pois o que escrevo é ganhar
libertação de um degredo


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 22 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

- 2

AUTOR – 1


o Autor é aquele que desafiando os cânones estabelecidos, isto é, que pondo à prova a sua durabilidade e consistência, obstinadamente, ousa questioná-los e por maiores que sejam os obstáculos com que se confronte


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 23 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

- 1

AUTOR – 2

permanecendo fiel à Democracia tanto quanto às suas próprias convicções e fundamentando-as, o Autor não se intimida e insiste uma e quantas vezes forem necessárias sem, tão pouco, se deixar abater

- e, contudo, atravessamos um Buraco Negro, in A Música Das Palavras em Um Portal Escuro E Impercetível, post datado de 8 de Agosto de 2010 -

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 24 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

0

DA DEMOCRACIA

a Democracia ou se aprofunda até à raiz do um (1), o Autor que em Sua própria defesa a si mesmo e pacifica, logo, democraticamente, se afirma ou de pouco ou nada adianta invoca-La porque sê-lo-á feito com crescente precariedade e, nesse sentido, cada vez mais em vão

- nos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974 -

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 25 de Abril de 2014

manuela baptista disse...

e porque Sim, abril

ki.ti disse...

ó pá,

sai das traseiras, pá


p.s. isto sou eu a falar capitanês

Jaime Latino Ferreira disse...

+ 1

DO ESTABLISHMENT

- resolvendo a quadratura do círculo -

não raro e com a maior das ligeirezas, confundindo-se, ele próprio, com o exercício do contraditório ou com a própria Democracia, o establishment corresponde a uma elite social sem emanação democrática a confundir-se, quantas vezes, com o espaço da arena mediática e que representando os poderes instalados, não aqueles que derivam do sufrágio antes com os poderes instalados da mais variada índole, repito, não deixando de ter um papel na formação da opinião pública ou não faria esta síntese, contudo e paradoxalmente, sendo certo que as próprias instâncias do poder o não podem dispensar ou não seriam democráticas funciona, em simultâneo, como um filtro que bloqueia, lato senso, a comunicação entre o poder democrático e as bases, o Povo, contribuindo para a perpetuação do status quo e mesmo se contra ele, por ventura, queira ou diga afirmar-se

Jaime Latino Ferreira
Estoril, 27 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

+2

POLÍTICA VERSUS POLITIQUICE


se por politiquice se entende a gestão do establishment, pelo contrário, por Política entende-se o que do ponto de vista da teoria ou da doutrina se impõe, à primeira a conseguindo, democraticamente, isto é, pelo exercício do contraditório ultrapassar, rompendo o filtro que entre esta e aqueles a quem ela se dirige, o Povo, se interpõe


- ou não fora o establishment o filtro ou aquilo que se tem por estabelecido = adquirido -


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 28 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

+3

DA VERDADE E DA JUSTIÇA


não existe uma só verdade nem apenas um só e justo caminho, mas se desistirmos de os procurar numa permanente redescoberta e sempre, sempre por rematar, nem da verdade nem da justiça sobrará réstia que seja


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 29 de Abril de 2014

Jaime Latino Ferreira disse...

+4

DAS ENTRELINHAS


- do meu sustento, meu invento –


esta foi a minha manifestação que até vésperas deste 1º de Maio desfilou como um fluxo ininterrupto e desde o passado dia 1 de Abril a pretexto de Carta Em Defesa Do Autor e do 40º Aniversário do 25 de Abril de 1974 ou da democratização que falta cumprir, parece mentira mas é verdade, que agora, por fim, estanca e que na densidade destas entrelinhas, no que o Autor repassa a ti te enlaça


- disse –


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 30 de Abril de 2014

Kika disse...

Kriu?

Jaime,

Já reparaste que, no comentário supra, o primeiro hífen é bués mais canino do que o segundo? O mesmo acontece com o terceiro e com o quarto .

Porque te cortas em dois hífens ou estaremos tão somente ou apenas na presença de dois hífens e de dois travessões?

E porque hoje é dia um de maio:

Unidade, unidade, unidade
Do trabalho contra o capital
Camaradas lutemos unidos
Porque é nossa a vitória final

Kriu!

disse...

Eu não sou hífen e os números são com a mb...

ki.ti disse...

o travessão é para eu me sentar,
o hífen é demasiado pequeno

e já agora, repassas? há muito tempo que não te vejo com o ferro na mão...