terça-feira, 10 de maio de 2011

O PLANO QUE CRIEI - II -


fotografia de Manuela Baptista, lique(n)feito

a todas estas garantias uma outra ter-lhe-á de ser acrescentada, à Democracia, qual cereja em cima do bolo e garante das minorias tão minoritárias quanto estas se revejam no próprio indivíduo singular ou garantia da sua máxima diversidade, um poder residual de influência não sufragável no sentido estrito mas escrutinado à lupa e a confundir-se com o cidadão comum.

Não há minoria mais minoritária do que aquela que se revê no próprio indivíduo singular e cumpridos que sejam os preceitos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão.
É nele que as suas garantias, as garantias das minorias, a outra face mais esquecida da realização da própria Democracia mas indissociável do cumprimento da vontade da maioria, se revêem:
Se à luz dessa mesma Declaração a soberania, sagrada, inviolável, reside na nação esta não se realiza, também, sem que no primeiro, no cidadão se reveja e tanto mais quanto este àquela, na sua integralidade, a salvaguarde.
Assim e tal como a soberania das nações é inviolável, sagrada esta apenas se cumpre na sacralidade, na inviolabilidade da soberania singular.
E é aqui, no cumprimento, enchimento deste sistema de vasos comunicantes, que falta, que urge aprofundar a Democracia!
Sob pena da acção política se esvaziar de conteúdo ou seja, desta perder o enfoque na deriva que a desumaniza, isto é, que à pessoa humana que ela tem de ter por meta a atingir possa, tenda a esquecer.
E o cidadão, esse não se sufraga:
Ou é ou não é!
Ele não se divide em partes:
É!
Escrutina-se, quanto muito, e tanto mais quanto este a isso voluntariamente se disponha:
Expondo-se publicamente e dando-se a aferir;
Numa prova a estender-se no tempo e dispondo-se, a contra-corrente, a uma longa travessia do deserto que o teste e ateste.
Num tempo de globalização acelerada e varridos todos os confins de um Mundo, finalmente, a descoberto, também nação adquire um significado particularmente abrangente:
O Mundo, ele próprio, se transforma na nossa Pátria, Pátria das pátrias nas pátrias, Culturas, línguas, nações que perfilhamos.
E estas mais não têm do que coexistir pacificamente nos desafios que com crescente acuidade, perante as alterações climáticas que o interpelam e que se reflectem na evidente escassez e carestia de recursos energéticos, alimentares e da água, essa acuidade fundamental (!), esses bens universais que não podem ser alienados.
Alienados do seu fim, objectivo essencial:
O indivíduo, o cidadão, a pessoa humana a quem eles se destinam sem exclusão de ninguém, e a quem antes de mais e universalmente, têm de beneficiar nas fronteiras que a crise ambiental não conhece e diante de cuja escassez de recursos as disputas nacionais, elas próprias tendem a tornar-se, verdadeiramente, imorais.
O universo confunde-se e remete, deste modo e aqui também, com e para o próprio cidadão!

 
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Maio de 2011

13 comentários:

Eva Gonçalves disse...

Somos confrontados diariamente com disputas imorais, entre candidatos a governantes, governantes, Instituições, Nações, Ligas de Nações... o bem estar do cidadão comum, a equidade na distribuição desses recursos essenciais, são menosprezados com total desrespeito pelos mais fundamentais direitos universais. Tão verdade é que sem realização na íntegra desses direitos individuais, de todos, sem excepção, nenhuma nação cumpre a sua missão. E vivemos numa Nação global, onde as evidências demonstram que aquilo que mais deveria ocupar as nações, é esquecido... e os cidadãos que se esqueceram que o são (mea culpa, muitas vezes...), acomodam-se na escolha de governantes nacionais como se extinguisse aí o seu dever de cidadania para com o mundo... :) Ando a pensar muito nisso ultimamente... talvez faça um plano meu :), em que em vez de esperar comodamente que ele se realize, achando-me merecedora de algum louro, apenas por comungar dos objectivos a obter, seja uma participante activa nas mudanças que pretendo ver... Já me alonguei demais , :)) beijinho

Jaime Latino Ferreira disse...

EVA GONÇALVES


Querida Amiga,

Participante activo sou-o há muito e a minha Amiga nunca se alonga demais ...

Comentava, ainda hoje com minha mulher e após a publicação desta página que, quem me leia e diante da descrença generalizada nas instituições nacionais ou globais, não há-de haver quem deixe de olhar para aquilo que escrevo com paradoxal perplexidade ...!

Tenho bem conta e consciência desse natural sentimento na sensação que poderei deixar de me ter desligado da realidade mas a verdade é que já fui muito longe, este meu blogue o atesta em si mesmo e pese como pesa, para mais, todo o caminho anteriormente percorrido.

Essa perplexidade, portanto, não tem em conta a minha realidade concreta que me pôs de há muito a contra-corrente e a desenvolver doutrina nunca contraditada e pesem os instrumentos para o fazer que aqui faculto e que me colocam, portanto, já noutro patamar ou plano.

Essa tal outra semântica para plano e que não tem apenas a ver com fito ou que se o tem, de há muito lhe vai dando consistência e o ultrapassa mesmo ...!

Desculpe-me, minha Querida, sempre bem vinda e com um beijinho grande


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Maio de 2011

Eva Gonçalves disse...

Mas em nada fiquei perplexa :) a não ser agora com o seu comentário sobre a minha suposta perplexidade :)) Não vejo nada o desânimo ou descrença realista em relação às Instituições, como um sinal de passividade! Mais não fosse, o blogue em si e os visitantes que conta, falam por si, atestando da mensagem tão eloquentemente passada... Penso que talvez me tenha entendido mal, pois falava de mim! Eu é que não tenho sido a participante activa que poderia ter sido...
beijinho

Jaime Latino Ferreira disse...

EVA GONÇALVES


Querida Amiga,

E eu, repare, falava de eventuais reacções àquilo que escrevo, não Suas, evidentemente, mas de terceiros e de um estado de espírito de descrença que existe, uma vez mais não era a Si que me dirigia, paradoxal com aquilo que aqui escrevo e sobretudo se apanhado assim de chofre por alguém que não conhecesse os conteúdos deste meu blogue ...!

É que, como sabe, a procissão já vai longa ...!

A pretexto do que aqui tinha comentado, desenvolvia, apenas, linhas de pensamento para acautelar os incautos nos quais, descanse, A não incluía a Si!!!

Outro beijinho e outro mais pela confusão estabelecida


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Maio de 2011

Maria João disse...

Jaime

Meu amigo

Leio-o e ouvindo a partitura de Mozart que escolheu para enquadramento da sua página, sinto a profundidade do plano que ambos criaram e chego à maioritária minoria, célula base de toda a democracia, contida em cada Ser Humano.

Um abraço

manuela baptista disse...

então segue
aquilo que crias

como o segundo andamento segue o primeiro

e muitos não sabem, que os adágios são o mais belo que Mozart tem!

manuela

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,

Agora imagine que Mozart ou este andamento do seu quinto concerto, um Adágio que se conta entre os preferidos da Manuela, seriam sufragados!?

Havia de ser bonito!!!

Um beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Maio de 2011

Jaime Latino Ferreira disse...

MANUELA BAPTISTA


E este texto, imagina (!), conta-se entre os segundos andamentos, adágios porque não (!?), de tanta trilogia, concerto que eu tenho escrito ...!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Maio de 2011

Jaime Latino Ferreira disse...

PLANOS IV


33 035 = + 150 visitantes nas últimas vinte e quatro horas!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 10 de Maio de 2011

ki.ti disse...

Eu também tenho vários andamentos:
Presto, para caçar lagartixas; Vivace, correr atrás dos cães e Alegro, quando chego a casa.
De resto, não faço a menor ideia do que estão para aqui a falar...

ki.ti

Jaime Latino Ferreira disse...

KI.TI


... nem eu percebo como é que desta vez quem te anunciou foi a Wmimmi ...!

A propósito ou talvez não, Allegro tem dois éles!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 11 de Maio de 2011

Jaime Latino Ferreira disse...

PLANOS V


33 170 = + 135 visitantes!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 11 de Maio de 2011

Jaime Latino Ferreira disse...

NOTA


E eis que os dois últimos comentários, depois de terem estado ausentes desde o problema que afectou os bloggers, se dignaram reaparecer!!!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 21 de Maio de 2011