sábado, 29 de janeiro de 2011

GEOPOLÍTICA ESTRATÉGICA

Krzysztof Browko, Mist ...

A minha geopolítica estratégica é a defesa dos direitos fundamentais.
Entende-se por geopolítica o estudo das relações que existem entre os Estados e a sua política, e os dados naturais, estes últimos determinando aquela, como nos sugere o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa mas na definição desta têm preponderado as relações entre os Estados em prejuízo dos dados naturais, dos direitos fundamentais da cidadania sempre adiados em nome das primeiras e que a estes últimos, na prática, os escamoteiam, fazendo prevalecer os interesses que às relações pragmáticas entre os Estados as levam, invariavelmente, a sobrepor-se ...
Direitos fundamentais!
E logo como em casa roubada, trancas à porta, quantas vezes já se viu este filme (!?), se grita aqui d'el rei (!), como se não se soubera já ao que a geopolítica dos interesses, esse pragmatismo sem alma, conduz ...!
Ou que tem alma apenas para uns quantos!
Grito deste meu canto a denúncia dessa postura que tem prevalecido em prejuízo de quem, como eu, a outros valores faz por prevalecer na aparente indiferença institucional que nos interesses, no pragmatismo põe a tónica em conflito e em choque, estrategicamente, com os direitos naturais ...
E a História, paulatinamente, vai-se encarregando de dizer que não, que interesses que esquecem o Homem e os seus direitos fundamentais, naturais, não passam de uma patranha!
De uma completa incongruência que àqueles países que mais alto bradam esses direitos, os fazem por esquecer em nome de um realismo paternalista, interesseiro e quantas vezes cheio de sofreguidão!
Quando, para quando essa admissão que à minha autocrítica se associe no reconhecimento do inconfessável!?
Para quando!?
Para quando se tão à vontade estou na concessão do benefício da dúvida que aos Estados Democráticos, concedendo-lha durante anos e anos a fio, me fez chegar até aqui!?
Para quando a geoestratégica do indivíduo singular, na consagração da cidadania nos seus direitos naturais, fundamentais que tanto urge e que, à escala global, tanta falta faz como bitola mais do que reguladora, aferidora e que não dá mais para contornar!?
Para quando ...!?
Para quando a prevalência do indivíduo sobre os interesses particulares e de conjuntura!?

if I do for You so much as I do, what kan You at last do for me, for us?
Have I to write or to speak in english!?


What am I in Your strategy


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 29 de Janeiro de 2011

7 comentários:

Maria João disse...

Jaime

Meu amigo

Gostaria ainda de poder estar presente, quando um dia, nas relações entre os Estados prevalecerem os direitos fundamentais dos índividuos e o interesse social em vez das estratégias conjunturais ou particulares.
Acredito que tal, um dia, possa ser possível, embora pense que terá de existir primeiro, uma situação verdadeiramente caótica em termos humanos e sociais, à escala mundial, em que qualquer estratégia, passa em primeiro lugar pela dignificação do próprio homem.

A resposta à pergunta; Para quando?
Já tarda há demasiado tempo e, lamentavelmente, começamos a observar o movimento convulsivante da natureza humana, perante a indignação do que lhes é negado.

Um beijinho

( Não inaugurei a outra página, mas esta aqui estava à minha espera :-) )

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Querida Amiga,

Gostaria, escreve a minha Amiga, para logo acrescentar do caótico da situação que se vai avolumando no para quando que tarda há demasiado tempo ...

Eu, pela minha parte, remeto-A para a nota de rodapé que parafrasiei em inglês e que jogando com aquela outra máxima, salvo erro, de Kennedy em que este dizia qualquer coisa como não perguntes o que é que a América pode fazer por ti antes o que é que tu podes fazer por esta para dizer, pertinentemente, if I do for You so much as I do, what kan You at last do for me, for us?

Porque esta coisa de as máximas terem uma volta só e não se virarem contra quem as profere tem muito que se lhe diga!

E, realmente, estou muito à vontade para o afirmar, o que é que os estados podem fazer por mim, por nós!?

Ou continuarão eles a ser assim como se umas máquinas trituradoras de vontades em relação às quais existirão obrigações sendo que estas não têm quaisquer obrigações em relação a nós!?

Estou tão à vontade quanto a minha Obra, desfiando-se, o vai demonstrando!

Gosto sempre das Suas inaugurações ...!

Um beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 30 de Janeiro de 2011

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Volto de novo:

E com Haendel, com Haendel em fundo neste Largo que em si mesmo esconde e transpira anseios por demais escamoteados, esquecidos e que se perdem no tempo!

Haendel ...!

Haendel, paradigmático compositor adoptado pelo mundo anglo-saxónico, certamente não por acaso!!!

Outro beijinho repleto de anseios


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 30 de Janeiro de 2011

Jaime Latino Ferreira disse...

MARIA JOÃO


Desculpe-me mas o que escreveu faz-me, em sucessivas rajadas, acrescentar sem que, peço-Lhe, o tome como pessoalmente dirigido, que não é ...!

Terá percebido que estas minhas duas últimas páginas têm interlocutores precisos e, a esse propósito, aproveito para acrescentar:

É como a mais velha aliança da Europa, ela não pode ter apenas um só sentido!!!

Abstenho-me de mais acrescentar porque, estou certo, a Maria João apreende-lhe todo o sentido que, nas entrelinhas, aqui se explana e para tal não terei, ainda mais certo disso estou, que falar ou escrever em inglês ...

Desta é que é, obrigado e outro beijinho reconhecido pelos pretextos que aqui me deu


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 30 de Janeiro de 2011

manuela baptista disse...

a geopolítica

é um polvo cego

faminto de poder e de sossego das falsas conciências

tudo o mais, já aqui está dito

manuela

Jaime Latino Ferreira disse...

MANUELA BAPTISTA


Como escrevo e congruentemente procedo, no dia que a geopolítica se centre na defesa dos direitos fundamentais, que coincide, aliás, com os direitos naturais, esta deixará de ser, como sublinhas, um polvo cego!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 30 de Janeiro de 2011

Jaime Latino Ferreira disse...

GEOPONTOS I


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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 30 de Janeiro de 2011