quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

SAGRADA FAMÍLIA

Ode à Alegria
Mãe de Filho sem pai
Padrasto pai de Filho
Filho redentor
Resgatador dos géneros
Da Humanidade
Música
Vergai os empedernidos
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 26 de Fevereiro de 2009

2 comentários:

manuela baptista disse...

A Sagrada Família não foi uma família de acolhimento.

Era verdadeiramente composta por dois pais e uma mãe, pois José também era o pai, que casou com a mãe, ajudou a dar à Luz, protegeu, alimentou e amou o seu filho.

A virgindade de Maria não é biológica e segundo o Padre Anselmo Borges, professor de Filosofia e com muitos inimigos on line,afirma: "Assim, um cristão atento e reflexivo sabe que é necessário e urgente rever o dogma, mostrando o seu verdadeiro sentido." (edição do D.N. de 2008/12/6)

Santo Agostinho, com toda a sua legítima santidade, foi o responsável por essa invenção de Adão e Eva e pecado original. Era decerto um homem do seu tempo.

E qual é o sexo de Deus, masculino ou feminino?

Mas o que eu queria mesmo era passar este fim de semana em Barcelona...

Manuela Baptista

jaime latino ferreira disse...

MANUELA

Amantíssima,

Estás com uma verbe ...!

Eu gosto de olhar para os dogmas assim como olho para um soneto.

Sei que o soneto tem aquela forma que um professor de literatura, melhor do que eu sabe explicar, diria que com catorze versos (4/4/3/3), com uma combinação métrica e uma cadência particulares, com ritmo e rima mais ou menos condicionadas também e que, àquilo, não se pode fugir.

Se tem uma forma rígida ou padrão, o desafio que ele nos coloca, porém ou por maioria de razão, acresce!

Qual é, então, esse desafio?

É que, se não podemos ou devemos fugir àquela formatação mais ou menos rígida que ao soneto o caracteriza, podem ou não os seus conteúdos transcender a rigidez da forma!?

A minha invariável constatação é que sim e na composição de um soneto, a perplexidade, a surpresa e o inesperado do seu resultado final e no que toca aos seus conteúdos acabam sempre por a ela, à forma a transcender.

Ou será que essa formatação, na rigidez dos cânones a que tem de obedecer, exactamente por isso é que permite que ele se transcenda a si próprio!?

Se esta alegoria vai ou não ao encontro das tuas reflexões, a mim, parece-me que sim até porque os dogmas se têm que ser respeitados e salvaguardados e na minha perspectiva têm, facto é que, no entanto, não impedem toda a reflexão e interrogação crítica que afinal, é essa também a minha convicção (!) sempre os exponenciam!

Eu bem me queria parecer que querias ir a Barcelona!!

Eu também e Contigo!!!

Um beijo


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 27 de Fevereiro de 2009