quinta-feira, 24 de setembro de 2009

SEPTETO ) EU (

Sim, e depois veio a música e com este texto encerro aquilo que, se começou por ser uma tetralogia, a um sexteto conduziu e se conclui agora num septeto, do número sete, número do Homem e sempre guiado, também, pelos comentários que me foram, nas respectivas caixas, deixados.
Compõe-se este septeto das páginas que com esta preenchem, por ora e na íntegra, todo o campo em aberto do meu blogue e desde Eu e Tu Mulher.
-
E DEPOIS VEIO A MÚSICA
-
Veio essa linguagem maior onde num acorde
no soar de várias notas em simultâneo e instantaneamente se transmitem emoções
sensações únicas e de múltipla e aberta descrição
-
Que interessa o que o autor
com elas pretendia transmitir se em bloco e no ressoar simultâneo das notas
a plenitude
por hipótese
se contém e projecta
-
Que interessa se por essa polifonia ou expressão simultânea de vozes
muitas vozes
o que as palavras descrevam
apenas por aproximação dele
do acorde ou da música se aproxima
-
Em que sequência musical se reveria aquilo que em sete textos
bem sei que sintéticos mas logo sete
o que escrevi se teve de estender
-
E que abertura
para lá das palavras em que se conjugue
que abertura e universalidade a música
em si mesma
transporta
-
E não é a música uma linguagem que requer simbologia própria
conceptual e que nos transporta
de novo
ao Verbo sem necessidade
tão pouco
de tradução
-
Como ela o era e hoje é no seu legado histórico que explodiu em luz nos últimos séculos
-
E depois veio a música
-
E com a música o Verbo flexibilizou-se
amadureceu
ginasticou-se
humanizou-se e acabou dançando
-
Maior
o Verbo efeminizou-se num Eu escrito em tonalidade sublime
musicalmente dita
na sua superior amplitude
como menor
-
-
Jaime Latino Ferreira
Estoril, 24 de Setembro de 2009

Vermeer, A Guitarrista

12 comentários:

Jaime Latino Ferreira disse...

A OUVIR


De acordo com a fonte, OedipusColoneus, a ouvir a Missa em Dó menor de Mozart, em Estocolmo e no concerto do Prémio Nobel de 2008, o público e a Família Real da Suécia escutam-na embevecidos.


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 24 de Setembro de 2009

Jaime Latino Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jaime Latino Ferreira disse...

NOTA

O comentário anterior foi removido por mim próprio por, sem o querer, o ter editado ao primeiro em duplicado.

Exerci pois a auto-censura!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 24 de Setembro de 2009

manuela baptista disse...

E agora

completado o Eu
multiplicada a música
em septetos nos tornamos
e emocionados
podemos já falar de festa

Manuela Baptista

Jaime Latino Ferreira disse...

MANUELA BAPTISTA


Folgo em saber que continuas danadinha por um pézinho de dança.

Eu também!

Estou, aliás, a pensar deixar o septeto em front page durante uns dias que permitam aos leitores, que vão crescendo em número e em progressão geométrica como indicia o crescendo de consultas ao meu perfil, toda a disponibilidade para o lerem, apreenderem e dele tomarem posse ou liminarmente o repudiarem.

Enquanto não vem a festa, que achas?


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 24 de Setembro de 2009

. intemporal . disse...

"

e depois veio a música

"

no #sílabar# frenético e erudito

.

tenho estado por aqui

.

em silêncio

.

deixo um abraço, sentido .

. intemporal . disse...

.

[7]

s
e
t
e

na mais bela composição de um número perfeito .

. re.abraço meu .

.

um bom fim de semana

.

Por toda minha Vida disse...

Bom dia, jaime.

li começando do fim e chegando ao começo a primeira linha, e tudo pareceu me ser mais fácil de entender. Pois sabes sou lenta, mas amei ler assim...

Beijo

Renata Vasconcellos.

Jaime Latino Ferreira disse...

.PAULO.INTEMPORAL.


Meu Caro,

Fico assim sempre a modos que sem jeito com os Seus comentários gratificantes e que a minha mulher, a Manela, diz serem sonoros e a que eu acrescentaria serem gráficos.

Quer uma como outra coisa caracterizam todos os comentários escritos que se façam, é certo mas os Seus são de uma sonoridade gráfica muito especial.

Tão especial que me deixam, repito, sem jeito e, no entanto, o que eles não transmitem ...!


Reabraço-te a ti
Paulo
numa escala
ou sete notas musicais
sem um abalo

Nas sílabas sincopadas do silêncio


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 25 de Setembro de 2009

Jaime Latino Ferreira disse...

RENATA VASCONCELLOS


Minha Querida Amiga,

O que caracteriza uma composição feita em módulos, de dois a ene ( n ) como esta que tem sete, daí ser um septeto é, entre outras coisas o facto de, embora todos eles se entrelaçarem ter, cada um dos módulos, a sua autonomia.

O facto de, lido um, ele se bastar a si mesmo no enrequecimento que, todavia, todos os outros módulos lhe possam acrescentar.

Dito isto, torna-se, portanto, irrelevante lê-lo, ao septeto, do princípio para o fim, do fim para o princípio ou começar a lê-lo a partir do módulo central e continuar por onde se entender.

Quanto à lentidão, cada qual tem o seu ritmo que não pode ser alvo de qualquer tipo de censura e é, exactamente, a pensar nisso, no diversificado ritmo dos meus leitores, a pensar que o septeto cabe na íntegra na front page do meu blogue o que Vos facilita a leitura integral e a pensar ainda que de uma leitura integrada do conjunto, ele obriga a digestão reflexiva, que decidi fazer uma pausa o que me leva a não publicar nada de novo ainda hoje.

Fico contente de saber que gostou, gratificado Lhe agradeço.

Um beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 25 de Setembro de 2009

Linda Simões disse...

A música é a linguagem do coração...


...


Melhor impossível.



Beijinhos

Jaime Latino Ferreira disse...

LINDA SIMÕES


Pois é ...!

A música é a linguagem arquitectónica do coração que em harmónio o radiografa:

Ela tem altura, largura, profundidade e às três dimensões convencionais do espaço acrescenta-lhes ainda as menos convencionais do sentir que tantas vezes são obliteradas e que ao relevo deste o redimensionam noutras mais dificilmente descritíveis mas que ao espaço o religam de outros relevos menos perceptíveis.

Numa profundidade que ultrapassa as aparências e num dinamismo mais do que quântico ...

Maior do que todos os beijinhos que se dêem, irmanando-nos.


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 26 de Setembro de 2009