domingo, 3 de maio de 2009

NOCTURNO

Nocturno, escrevo para fora, para o público, para ti, anónimo, para quem me queira ler.
Escrevo e ilustro o que escrevo:
Com imagens, com arte;
Com trechos musicais, não menos artísticos.
Tento entrelaçar umas com os outros e dar-lhes, não apenas unidade mas também, qual cometa, continuidade e dinâmica.
O traço contínuo, o alinhavo ou costura deste meu blogue é, faço por ser a escrita, o texto que se desenrola como fio de água ou pó de estrelas que desejo ininterrupto.
A ti, que me lês, poderei como não, conhecer-te.
És, no entanto e em qualquer dos casos, nocturno, encoberto, eclipsado que estejas, o meu destinatário.
Imagino-te por isso, como à noite, tão magnífico, misterioso quanto o possível:
Podendo-te identificares comigo;
Em parte, apenas;
Ou não te identificando de todo.
Em qualquer dos três casos, porém, é a ti que te escrevo e sempre na esperança das possíveis interacções, conexões expressas que se desencadeiem entre nós.
Quando se desencadeiam, traços de maior proximidade se criam e o que escrevas, luminescente, nunca me é indiferente.
Quando não se desencadeiam, longe de me enxofrar contigo, imagino das razões, dos porquês para que tal aconteça e eles são tantos, tantos e tantos que, como me dirijo para fora, na noite escura e para as estrelas, para ti, cada um dos novos textos que escrevo acaba por tentar ser e sempre, também mais uma estrela no desejo que, inesgotável, se materialize em nova tentativa de a ti te chegar e responder conforme o saiba, pressinta que deva fazer.
Ao encontro das estrelas ...
-
São tantos os porquês
Do teu silêncio
Que guardo do que vês
Nocturno imenso
-
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Jaime Latino Ferreira
Estoril, 3 de Maio de 2009

5 comentários:

Jaime Latino Ferreira disse...

111


Cheguei à página cento e onze.

Bonito número:

Capicua, três unidades!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 3 de Maio de 2009

Brancamar disse...

E eu cheguei na capicua, para sentir a sorte que é estar aqui neste texto tão belo e generoso.
Há sempre na vida dos outros tantas razões, há sempre um mundo tão imenso e carente à nossa volta que é impossível não as compreender, às razões.
Amanhã quero voltar a reler este texto e ouvir a música, porque a minha razão hoje, mesmo não qurendo, é que cheguei tão tarde que já não me sinto capaz de apreciar devidamente e com os sentidos bem despertos o cuidado texto e respectiva associação musical.
Boa noite, Jaime.
Beijos

jaime latino ferreira disse...

TANTAS RAZÕES


Há tantas razões quantas as interacções, conexões que se desencadeiem, quantas até, que não se expressam ou explicitam senão noutras direcções.

O silêncio contém tanta coisa ...!?

O que é é que é impossível abarcá-lo por inteiro como um Nocturno de Chopin tão denso de tanta palavra não dita como a saudade que não se define ou uma enxurrada de desejos por realizar e que apenas se tentam vagamente abarcar, tocar no brilho cristalino que as estrelas projectam no firmamento claro e fugidiu, que se apaga numa aurora ...

Venha, Brancamar e releia o que aqui deixei, e reaja noutra disposição que não esta, a do cansaço de uma madrugada tão nocturna!

Boa semana, para Si e para todos, um beijinho


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 4 de Maio de 2009

jaime latino ferreira disse...

ESCURIDÃO OU BRILHO


Eu podia sublinhar a ofuscação, a escuridão ou o brilho das estrelas.

Podia frisar as carências, as imensas desgraças que nos cercam e que não há como rodeá-las nem tal se me afigura ou pretendo ou sublinhar o brilho, a luminescência, o belo que nos cerca e que tende a ser ofuscado pelas primeiras.

Opto e no entanto, pelo brilho ...!

Sem deixar, quando necessário, de apontar as primeiras ou denunciá-las quando entenda oportuno ou necessário.

Se não acrescentarmos luz à luz, que será dela neste imenso vale de lágrimas!?

Que respiração adicional aduziremos como suplemento de alma que aos outros os ajude, possa ajudar a respirar melhor!?

Que possa ajudar, aos outros, a reunir as forças bastantes que lhes permitam levantar a cabeça e prosseguir, a reuni-las porque elas estão lá, em todos e ainda que recobertas de camadas e camadas de desespero, de sofrimento incontido!?

Eu podia ter optado por chorar as minhas tristezas que as tenho, as minhas desventuras ou aparentes becos sem saída que me assolam, afligem e constrangem mas não o faço.

Se eu iluminar o meu túnel ou caverna, talvez lhe encontre uma saída mas se, pelo contrário, o adensar em maior escuridão, nem me ilumino a mim e muito menos aos outros que de um suplemento de luz necessitam e quantas vezes sem que tenham sequer as forças bastantes para a vislumbrarem e ainda que muito vagamente.

Porque estou em condições de fazê-lo, opto, portanto, pela luz que também se traduz em Arte e na sublime arte de viver!


Jaime Latino Ferreira
Estoril, 4 de Maio de 2009

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